sexta-feira, 19 de julho de 2019

Gaspar Campello, história e reposição como Patrono da Escola de Campelos


Texto Publicado no Jornal Badaladas:

O Juiz Gaspar Campello, as suas ligações ao Oeste e, a reposição como Patrono da Escola de Campelos.
Os anciãos da localidade de Campelos ouviram os seus antepassados dizerem que Campelos foi fundado por Gaspar Campelo e, esta memória colectiva chegou-nos até ao presente.
Pesquisando estas pistas sabemos hoje como factos históricos confirmados que Gaspar Campello deve ter nascido em Braga e que se formou como Bacharel em Leis pela Universidade de Salamanca, em 27/5/1536[1].
Em «31 de Janeiro de 1573 servia em Torres Vedras, como juiz de Fora».[2](Juiz de Fora é o equivalente a Presidente de Câmara), em 1577 era Juiz de Fora de Leiria[3].
Em 1578 é Juiz do Crime de Lisboa e nessa qualidade participa activamente nas cerimónias fúnebres do Rei D. Sebastião, em 27/8/1578[4], levando, e partindo, um escudo negro, como descreve Miguel de Moura:
«(…)forão athe ao meio da Rua Nova, aonde logo alevantou outro o Licenciado Gaspar Campello, Juiz do Crime, que levou athe ao Rocio, nas escadas do Hospital, aonde o quebrou com as mesmas palavras e cerimónias dos outros (…) chorai, senhores, chorai, cidadãos, chorai, chorai, povo, a morte do vosso Rei D. Sebastião (…)»
Nos anos de 1582 e 1583 encontramo-lo em Lisboa, nos registos de baptismo de Santa Justa como padrinho, e como Juiz[5].
Em 1588 continuava a ser Juiz do Crime, há uma consulta, em 22 de Fevereiro desse ano “sobre as pessoas que se nomeão para tomarem residência aos dous Corregedores do Crime desta cidade e ao Juiz do Crime o Licenciado Gaspar Campello[6]
A memória colectiva local diz-nos que o Campello era um fugitivo, tinha roubado o cunho com que o rei fazia as moedas, há uma associação negativa ao homem.
Com as pesquisas entretanto recolhidas, parece-nos que haverá alguma verdade no rasto da memória, e possivelmente o Gaspar Campello era mesmo um fugitivo, não por ter roubado, mas sim por se ter envolvido com D. António Prior do Crato, na sua última tentativa de chegar a Rei.
D. António, com o apoio da Rainha de Inglaterra, Isabel I, vem na armada Inglesa, partindo de Plymouth em 18 de Abril de 1589, desembarcando em Peniche a 23 de Maio, seguindo com destino a Lisboa, Francisco Caeiro escreveu:
«(…) os invasores caminharam pela Lourinhã em direcção a Torres Vedras, onde já estavam a 29 de Maio, e seguiram depois por Loures a Alvalade (Campo Grande). A maior parte da população fugira; ficaram quase só os que não tinham que perder, sendo estes afinal, os que pelo caminho iam recebendo D. António com maior curiosidade e simpatia, mas ao que parece, sem entusiasmo. Alguns como o juiz Gaspar Campelo, obrigado ao desempenho das funções de almotacé-mor, parece que o fizeram por coacção (...)» [7]
No mesmo sentido, dum envolvimento “forçado”, ou de pouco entusiasmo, poder-se-á depreender da leitura  de livro de Veríssimo Serrão, que refere uma fonte manuscrita, onde  verifica haver engano, de alguns autores, numa confusão entre “Gaspares” em privilégios atribuídos por D. António, numa nota de rodapé, ele corrige esse erro, escrevendo que: « (…)Gaspar Camelo de Melo, vem citado como “Gaspar Campello” no “rol dos amigos” (…) »,[8] ficamos assim a saber que o Gaspar Campelo estava fora  da esfera das pessoas mais próximas de D. António.
Na nossa opinião há uma adesão e empenhamento do Gaspar Campello no apoio a D. António, pode não ter sido logo após a morte de D. Sebastião, mas nesta última tentativa de 1589, julgamos que esteve em pleno e de coração, são vários os documentos que o indiciam, onde destacamos um escrito da época, de André Falcão de Resende, que também foi Juiz de Fora de Torres Vedras, entre 1577 e 1579, ele terá sido um apoiante de livre vontade , «(…) tomando muitas cargas que lhes mandava Gaspar Campello negociara com D. António a entrega de mantimentos às tropas luso-inglesas, como tinha sido Juiz em Torres Vedras e era muito conhecido nesta comarca, forçava a gente fraca, com nome de almotacel moor para trazerem mantimentos aos ingleses (…) ».[9]
O mesmo nos sugere um outro documento transcrito por Paulo Drumond Braga, ao estudar o crime, castigo e perdão em Torres Vedras, no Reinado de D. Filipe II, encontrou “alguns torrienses acusados de terem apoiado D. António, Prior do Crato”, e alguns perdões, e num deles com referência a Gaspar Campello:
« (…)Em 1590, foram perdoados Paulo de Faria, pelo crime de “ yr a dom antonio que foi prior do Crato quando veyo com os Ingrezes a este Reino e acompanhar gaspar campello que ho seruja”, bem como Manuel Pires, da Ribaldeira, de “culpa que teue na ocasião pasada dos Ingrezes e dom antonio”. [10]
Derrotadas as tropas inglesas, e a partida de D. António, o rei D. Filipe I compensa os seus fiéis, como foi o caso do alcaide D. Martinho, a quem agraciou como Conde de Torres Vedras, e, castiga os apoiantes de D. António, veja-se “no dizer colorido de um dos mais ricos cronistas dos acontecimentos, Pero Rodrigues Soares,
«desde Peniche ate ca Como en cascais e no termo de lixª, e nesta cidade prendendo a destro e a sinestro en todos naõ se Reuoluendo mto Tempo menistros portugueses senaõ en fazer Iustª nos tais mandando enforcar asoutar degradar tomar fazendas» [11]
É neste quadro de perseguição aos apoiantes de D. António que deve ter levado o Gaspar Campello a fazer alterações na sua vida, julgamos que a partir desta data se refugiou na sua quinta no termo de Torres, dado que a partir de 1589 não o voltaremos a encontrar nos registos das paróquias de Lisboa, e em contraponto surge com maior frequência (5 vezes), nos registos de S. Lourenço dos Francos; a última das quais em 1606 e uma vez na Vila de Torres Vedras (1603).
A ligação do Juiz Gaspar Campello a Campelos
O primeiro e principal documento que liga o Gaspar Campello à hipótese de ter fundado Campelos, está no A.N.T.T, Colegiada de Santa Maria. Este documento já é uma transcrição do início do Séc. XIX, de um documento original datado de Julho de 1587.
Pela sua importância na transição da memória para a história, transcreve-se parte do documento, deixando a grafia de então
«17 de Julho de 1587 =  Nº = 54 = Diz que em Lisboa, nas cazas do Dr. Gaspar Campello (…) foi ditto ser verdade que tem huma Quinta  no Termo desta Villa aonde Xamão o Vale de Sacarias, em que elles tem huma Ermida, com invocação de Nossa Senhora da Paz, que eles fizerão  e agora pedem ao Sr. Arcebispo  lhe desse licensa para  nella se dizer  a Missa. Sendo despaxado que obrigasem huma Propriedade que rendeu 3000 reis cada anno para a fábrica della; (…). Nas costas diz que hoje está derribada e que he Nossa Senhora da Paz; e em huma Nota dentro diz que esta Quinta se xama hoje do Campello =»”[12]
Esta família Campello viveu nesta sua quinta, pois como já referimos há vários registos nos livros da paróquia de S. Lourenço dos Francos, concelho de Lourinhã, igreja a cerca de 3 km de Campelos, que durante alguns séculos foi o templo de culto para os habitantes de Campelos e lugares próximos.
O Gaspar Campello foi nesta igreja padrinho de baptismos e casamentos em 21 de Março de 1589, 16 de Janeiro de 1603, 9 de Outubro de 1605 e, 12 de Novembro de 1606.[13]
A esposa Vicência da Cunha foi nesta igreja madrinha em 1585, 1598, e duas vezes em 1601.
A 20 de Novembro de 1610 é sepultado na Igreja de S. Lourenço dos Francos Gaspar da Cunha neto de Gaspar Campello.
A reposição como patrono
Gaspar Campello já foi o patrono da escola básica 2-3 de Campelos, por proposta do saudoso professor Tomé Borges, mais tarde por força legal não foi possível manter o nome, pois a denominação do agrupamento de escolas e a denominação da respectiva escola sede não podiam coincidir, pelo que alteraram a denominação da Escola Básica Gaspar Campello para Escola Básica de Campelos.
Estão ultrapassados os obstáculos legais que levaram à alteração do nome, uma vez que este Agrupamento foi integrado noutro. Esta escola de Campelos está actualmente em situação idêntica à da Escola Padre Francisco Soares, ambas fazem parte de um Agrupamento de Escolas, respectivamente “Padre Vítor Melícias” e, “Madeira Torres”.
Com base nisso em reunião pública da Câmara realizada em Campelos em 28/6/2016 apresentei uma proposta para que a Câmara solicitasse superiormente a reposição do patrono à escola. O Presidente de Câmara disse “nada ter a opor sendo seu entendimento que a designação deverá ser atribuída a todo o complexo educativo e, nesse sentido, incumbiu a Sra. Vice-Presidente Laura Rodrigues de apresentar proposta e desenvolver o processo tendente, para que possa ser restabelecido o nome Gaspar Campello à Escola e a todo o complexo Educativo, tendo em conta que se pretende evocar o nome de uma pessoa que teve um papel importante na comunidade”.
A 21/5/2018 questionei por email a Srª Vereadora da Educação sobre o ponto de situação deste assunto, que assim respondeu no dia seguinte: “Encarrega-me a Sra. Vereadora Laura Rodrigues de, em seu nome, agradecer a lembrança deste assunto e informar que irá fazer o ponto de situação com a DGESTE, dando-lhe nota posteriormente”. Não recebi mais informação, apesar de ter voltado a contactar.
Há 3 anos publiquei no jornal Badaladas um texto sobre a reposição do patrono “Gaspar Campelo” à escola básica 2-3 de Campelos, não o desejava, mas sinto-me obrigado a voltar a este assunto pela mesma via. Para a maioria da população de Campelos a escola é conhecida como escola Gaspar Campello e, é de elementar justiça um reconhecimento a Gaspar Campello, pelos serviços públicos prestados, pela fundação de Campelos, e para que se perpetue na memória e conhecimento dos actuais e futuros habitantes da região.
Apelo à Câmara Municipal e à Direcção do Agrupamento de Escolas Padre Vítor Melícias para que junto das entidades competentes proponham e lutem pela reposição deste patrono à escola.



[1] SERRÂO, Joaquim Veríssimo, Portugueses no Estudo de Salamanca (1250-1550). Lisboa, 1962, p. 315
[2]  MADEIRA TORRES, Manuel Agostinho (1861) p. 215
[3] REPOLHO, Jorge Manuel, Convento de Santo Agostinho de Leiria, Contributos para a Recuperação e Valorização dos Espaços Regulares Subsistentes, Tese de Mestrado, Universidade de Évora, 2011, p. 27.
[4] (MOURA, 1840) Chronica do Cardeal Rei D. Henrique e a vida de Miguel de Moura, pp. 16, 19-21, 168.
[5] A.N.T.T. Registos Paroquias, baptismo 1, Lisboa, Santa Justa
[6] REGO, A. da Silva (1866) Manuscritos da Ajuda (guia), p.97
[7] CAEIRO, Francisco (1961) O Arcebispo Alberto de Áustria, p. 178
[8] SERRÃO, Joaquim Verissimo (1956) O Reinado D. António Prior do Crato, Volume I, p. 326, nota (16)
[9] A.N.T.T. Manuscritos da Livraria, cota 1147
[10]  DRUMOND BRAGA, Paulo (2009) Torres Vedras no Reinado de Filipe II, p. 48
[11] DRUMOND BRAGA, Paulo (2009) Torres Vedras no Reinado de Filipe II p. 48
[12]  A.N.T.T. Colegiada de Santa Maria, Volume 32, maço 23.
[13] A.N.T.T. Registos Paroquiais, Mistos 1, Lourinhã, Miragaia.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

O Apelido Severino, na Freguesia de Campelos, Torres Vedras


A maioria dos habitantes da freguesia de Campelos com o apelido Severino descendem de Severino Damião (703), era Almocreve, filho de José Damião e de Felicidade da Conceição, ambos da actual freguesia da Silveira, Torres Vedras, casados por volta de 1850, viveram nos Casalinhos de Alfaiate, e foram pais de pelo menos 5 filhos, entre 1850 e 1860. Sabemos de 4 filhos que casaram e viveram todos próximo de Campelos:
            1 - Sebastião Severino, nasceu em 1850, casou em S. Pedro da Cadeira com Mariana da Conceição, viúva, Exposta ou Engeitada da Roda de Lisboa, foram pais de Carlos João, nascido a 1886, em Campelos, casou duas vezes, com Beatriz da Luz e com Maria Alegria, foi pai de: Beatriz da Luz, David Severino e Luís Carlos Severino, todos nascidos em Campelos, entre 1916 e 1927.
            2 - Maria da Nazaré (1555), nasceu em 1853, casou em 1876, em S. Pedro da Cadeira, com Ponciano Filipe, ou Passiano Filipe, Exposto ou Engeitado da Roda de Lisboa, nascido em 1844, criado por ama da freguesia do Carvalhal, Bombarral. Foram pais de pelo menos 12 filhos, nascidos nos Casalinhos das Oliveiras, Campelos, e Quinta do Bom Sucesso, entre 1877 e 1897, deste casal os filhos ficaram com o apelido Paciano.
            3 - Maria do Nascimento (45), nascida em 1855, casou em 1873, na Igreja de Santa Maria, Torres Vedras, com Manuel Francisco (43), nascido no Casal do Rocio, Campelos, onde ficaram a residir e foram pais de 8 filhos, nascidos entre 1874 e 1891, na sua maioria com o apelido Francisco.
            4 - João Severino, nascido em 1857, casou em 1888, na Igreja de Santa Maria, Torres Vedras, com  Maria das Dores (1567), natural dos Casalinhos de Alfaiate, viveram em Campelos, onde foram pais de 11 filhos, nascidos entre 1887 e 1912, dos quais 4 continuam com o apelido Severino:
Luís Severino, desconhecemos se há descendência.
Joaquim Severino, casou com Maria da Purificação e em Campelos, entre 1927 e 1931, foram pais de: Graciano Severino; Noémia Severino, e Maria Alice Severino.
Laurentino Severino, casou com Florinda Maria, e em Campelos, entre 1927 e 1940 foram pais de: dois José Laurentino Severino, ambos falecidos em bébés; Maria Carmelinda Severino, Patrocínia Severino, Filomena Severino, Adelaide Severino, e António Severino.
Carmelina Severino, casou em Torres Vedras, com João Cardoso Menezes, barbeiro, e foram pais de Filomena Menezes, falecida em Agosto de 2018.
Na freguesia de Campelos há mais pessoas com o apelido Severino, todos descendentes de outros Severinos, do Severino Luís, do Severino Martins, e do severino Rodrigues.
Severino Luiz (5436), Exposto do Hospital de Lisboa, Casou em 20/9/1858, em S. Lourenço dos Francos, com Gertrudes da Conceição, das Matas, Lourinhã, residiram na Marteleira, e tiveram pelo menos 8 filhos, sabemos que 6 casaram e tiveram descendência naquela localidade ou noutras próximas, e uma neta nascida na Ribeira de Palheiros, a Ilda Severino, casou em 1926 com Adriano Faustino e foram pais de pelo menos 8 filhos, nascidos nos Casalinhos das Oliveiras.
Severino Martins (1279), filho de José Martins, e de Maria da Conceição, nasceu em 1853, no Casal de S. Gião, Campelos, casou a 1ª vez em 1874, com Mariana Luiza, do Casal da Amieira Pequena, Campelos, viveram em Campelos, e foram pais de 8 filhos, nascidos entre 1875 e 1897, há um descendente que usa o apelido severino, o António Severino Martins, que casou com Ermelinda da Piedade, dos Casais do Rijo, e é nesta localidade que são pais de 4 filhos, nascidos entre 1917 e 1939, Severino Martins Santos, Mariana dos Santos, Maria Severino dos Santos, e Francisco Severino Martins.
Severino Rodrigues (837) nasceu em Setembro de 1795 nos Casal das Oliveiras, casou em Santa Maria, Torres Vedras, a 7/6/1819, com Isabel da Conceição, dos Casais do Rijo, moraram no Casal das Oliveiras, e foram pais de pelo menos 9 filhos, entre 1820 e 1843, dos quais dois ficam com o apelido Severino; o Manuel Severino (865) nascido em 1820, casou em 1843 com Gertrudes Piedade, da Ribeira de Palheiros, e forma pais de pelo menos 6 filhos, e destes continuaram com esse apelido o António Severino (881), que casou e ficou a morar na Ribeira de Palheiros e o Joaquim Severino, que casou e ficou a morar no Casal Moinho, Moita dos Ferreiros.


Este apelido está também publicado neste Blog, na postagem II - Continuação da publicação de alguns apelidos da freguesia de Campelos, Torres Vedras, que vai no 37º apelido publicado.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Fotos cedidas pelo Padre Hermenegildo



      Fotos cedidas pelo Padre Hermenegildo, e há mais individuais do grupo da Profissão de Fé,            podem começar a identificar, esta 1ª foto é da Profissão de Fé de 1972.
       Consultar link:

           https://photos.app.goo.gl/RcoktW5vKV6sEwIG3



domingo, 19 de novembro de 2017

Telhas, Património Industrial de Campelos, e Outeiro da Cabeça, Torres Vedras

As telhas Marselhas, recebem este nome devido à cidade francesa do mesmo nome.
Serão originárias desta cidade do sul de França as primeiras telhas deste modelo, que a partir de meados do século XIX chegaram também a Portugal, como a muitas outras partes do mundo.
Esta telha foi uma das que veio no Sec. XIX para Lisboa


Conhecido o processo de fabrico e os fornos industriais para o devido "cozimento" também em Portugal se começou a produzir, mantendo o nome de telha Marselha, em Campelos existiu uma fábrica da qual conhecemos os seguintes modelos;






Se conhecerem mais modelos digam.

Mas como hoje estamos em União de Freguesias com Outeiro da Cabeça, eis as que conhecemos, como mais antigas, pois hoje continua a haver produção:























Se conhecerem mais modelos informem.

Temos ainda uns modelos da Cerâmica da Carrasqueira, e outras do concelho de Torres Vedras, que podem ficar para outra mensagem.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Resultados eleitorais autárquicos, União das Freguesias de Campelos e Outeiro da Cabeça, concelho Torres Vedras

Listas       Votos         %      eleitos
PS
913 53,02 6
PSD/CDS 533 30,95 3
MSD 119 6,91

PCP-PEV 78 4,53
Inscritos 3.116
votantes 1.722
votantes 55,26
Fonte:  https://www.autarquicas2017.mai.gov.pt/#

Resultados eleitorais autárquicos União das Freguesias de Campelo e Ovil, concelho de Baião

União das Freguesias de Campelo e Ovil, Baião. Assembleia de Freguesia

Listas      Votos         %      eleitos
PS
1462 69,29 7
PSD/CDS 541 25,64 2
PCP-PEV 35 1,66  
       
Inscritos 3.373    
votantes 2.110    
votantes   62,56  
Fonte:  https://www.autarquicas2017.mai.gov.pt/#

Resultados eleitorais, autárquicos Freguesia de Campelo, de Figueiró dos Vinhos, 2017

Freguesia de Campelo, Figueiró dos Vinhos, Assembleia de Freguesia


Listas       Votos             %      eleitos
PSD/CDS 94 63,51 5
PS 48 32,43 2
PCP-PEV 0 0  
       
Inscritos 207    
votantes 148    
votantes   71,5  
Fonte https://www.autarquicas2017.mai.gov.pt/#

domingo, 1 de outubro de 2017

Eleições Autárquicas 2017

Hoje dia 1 de Outubro há mais umas eleições autárquicas, as segundas após as agregações de freguesias, em 2013.
No caso das 3 freguesias de Portugal denominadas Campelo, ou Campelos, só Campelo de Figueiró dos Vinhos se manteve igual, as outras duas foram agregadas do seguinte modo:
No concelho de Baião: União das Freguesias de Campelo e Ovil.
No concelho de Torres Vedras: União das Freguesias de Campelos e Outeiro da Cabeça.
Abordando mais concretamente esta última União de Freguesias:
Para Campelos será a 19ª vez que há eleições para a Junta de freguesia, desde 1945, ano da sua criação.
Para Outeiro da Cabeça será a 9ª vez que há eleições para a Junta de Freguesia, desde 1985, a freguesia foi criada a 31/12/1984, ficando uma comissão instaladora até às eleições de Dezembro de 1985.
São pois duas freguesias relativamente recentes se comparadas com as que as rodeiam, ou com a generalidade do País. Em ambas, há pessoas que se recordam da grande alegria e das grandes expectativas que as populações depositaram nesta autonomia, pelo que as festejaram efusivamente. É certo que hoje as condições são outras, há muito mais facilidade de deslocação, de contactos, há muita actividade que hoje fazemos sem sequer sair de casa, graças à acessibilidade à net, mas julgo que genericamente concordamos com a existência das freguesias.
Durante anos foi necessário a luta e empenhamento das pessoas das nossas localidades para conseguirem a criação das freguesias. Hoje, como já existem, são menos valorizadas do que inicialmente, esta é também uma das razões para o nível de abstenção nas eleições autárquicas ser elevado.

Não desvalorizemos a autonomia alcançada, com a criação das nossas freguesias, vamos participar nas eleições votando, é um direito adquirido, e é um dever que temos para os que lutaram pelas freguesias, e também para com a democracia.

sábado, 19 de agosto de 2017

II – Continuação da publicação de alguns apelidos da Freguesia de Campelos, Torres Vedras, suas origens (Augusto, Ramos, Paulo, Caetano, Marquês, Severino)

Tendo verificado que este tema é o mais procurado nas visitas ao blog, devido à dimensão do espaço disponível não é possível acrescentar mais nomes sob o mesmo titulo criamos um novo para continuar, onde inserimos os que já tinham sido publicados avulso.

 Com base nos dados da recolha geneológica por mim efectuada, que vai já com mais de 22.000 nomes inseridos, recolhidos no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, assim como noutros locais, e uma parte já via online, pois os registos paroquiais de Torres Vedras e Lourinhã já estão disponiveis, e felizmente outros vão surgindo.
Grande parte do levantamento é da Igreja de S. Lourenço dos Francos, que pela sua proximidade, era onde a maioria dos nossos antepassados realizavam os seus actos religiosos.
Os números que estão entre parentessis são da base de dados, têm a ver com a ordem de entrada e servem aqui para minha orientação.
Os limites temporais são desde os registos existentes, de finais do século XVI (poucos), a 1945, data da criação da freguesia de Campelos.
Irei colocando apelidos, primeiro os que me merecem menos dúvidas, e, dependendo do tempo disponível, este é o 2º grupo de apelidos.

32 - Augusto:
Na freguesia de Campelos o Apelido Augusto que é largamente predominante é originário de Augusto Faustino, nascido em Campelos, em 29/5/1867, filho de Manuel Faustino e de Maria Isabel.
Augusto Faustino casou na Igreja de Santa Maria do Castelo, de Torres Vedras, em 10/11/1900, com Maria da Nazaré, viúva de Amaro Rodrigues, que era exposto da Roda de Lisboa, falecido em Campelos, em 1893. A Maria da Nazaré nasceu na Quinta do Perdigão em 22/3/1862, filha de João da Silva Carruço, e de Gertrudes Rita.

No casamento o casal Augusto Faustino e Maria da Nazaré, legitimaram os seus filhos José nascido em 1895 (falecido com 1 ano) e a Leopoldina de Jesus nascida em 1899, foram pais de mais 3 filhos: José Augusto, Maria de Jesus, e Joaquim Augusto. Foram avós de 23 netos, todos nascidos em Campelos e Casais do Rijo.

33 - Ramos:
Os apelidos Ramos, na freguesia de Campelos, Torres Vedras, excepto casos pontuais, têm genericamente origem em Papagovas e Cabeça Gorda, sendo a larga maioria desta última localidade, e é sobre estes que primeiro vamos escrever.
Quando no dia 18 de Abril de 1886 nasceu na Cabeça Gorda o 3º filho do Casal António Joaquim, e Maria da Piedade, e que foi baptizado na Igreja de S. Lourenço dos Francos no dia 5 de Maio, com o nome de Manuel, decerto não esperariam os seus pais que ele e seus descendentes usariam o apelido “Ramos”
Desconhecemos quando se terá oficializado o uso deste apelido. A quando do casamento, realizado na Igreja de Santa Maria do Castelo, em Torres Vedras, no dia 28/4/1909, entre o referido Manuel Joaquim, então com 23 anos, e Maria da Piedade, com 22 anos, natural de Casais do Rijo, filha de António Martins e de Joaquina da Conceição, ainda não há uso do apelido Ramos, sendo provável que o noivo já fosse conhecido por Manuel Joaquim “Ramos”.
Provavelmente foram só os filhos desta família que começaram a usar formalmente o apelido “Ramos”.
Este apelido deverá dever-se ao facto do dia de nascimento do Manuel Joaquim, o dia 18 de Abril de 1886 ser o Domingo de Ramos daquele ano, conforme se pode verificar nos calendários hoje facilmente disponíveis na net.
O Manuel Joaquim “Ramos” e a Maria da Piedade foram pais de pelo menos oito filhos:

Luísa da Piedade, Joaquina, António Joaquim Ramos, Palmira da Conceição, Celeste da Piedade Ramos, Maria da Anunciação, Florentina da Piedade Ramos, e João Ramos.  

Sobre o apelido “Ramos” oriundo de Papagovas, ele surge-nos após o casamento realizado na Igreja de S. Lourenço dos Francos, em 10/6/01877 entre  Joaquim Ramos, de 24 anos, natural do Sobral, Lourinhã, filho de António Ramos e de Josefa da Conceição, com Maria José, de 22 anos, natural da Moita dos Ferreiros, moradora nas Papagovas, filha de Manuel Luís e de Jesuína da Conceição.
Desta Família nasceram em Papagovas 12 filhos:

Francisco Ramos, Joaquim Ramos Junior, António, Maria da Conceição, José, Ricardo, Luiz Ramos, Jesuína, Daniel, José, Augusto Ramos, Adriano Ramos.

34 - Paulo;
O apelido Paulo, na freguesia de Campelos, Torres Vedras, frequente sobretudo na Cabeça Gorda, mas com um ramo também no Casalinho das Oliveiras, tem a sua origem possivelmente na mesma pessoa o Paulo Vieira (481), nascido em 1764, nos referido Casalinho, donde a mãe era natural, e o pai dali próximo, do Casal das Quintas.
O Paulo Vieira (481) nascido no Casalinho da Oliveiras, S. Maria, Torres Vedras, casou em 1788 com Helena Maria (482), dez anos mais velha, natural da Marteleira, deste casamento nasceram pelo menos 3 filhos, a Maria Isabel (479), a Domingas Maria (1091) e o Manuel Paulo (1092), que constituíram família e viveram por aqui perto.
1 - A Maria Isabel (479) nascida em 1789, casou  em 1810 com Manuel Joaquim (478), viveram em Casais do Rijo, foram pais de pelo menos 12 filhos, dos quais destaco, (por ter interesse para a continuação deste apelido Paulo) o José Joaquim (Marquez), e o Paulo Joaquim (1263).
O José Joaquim (Marquez) nasceu em 1830, casou em 1858 com Carlota do Nascimento, natural do Casal da Charneca, S. Maria, Torres Vedras, e com Maria Roza (5977) em 1900. do 1º casamento nasceram 10 filhos,em Casais do Rijo, Campelos e Cabeça Gorda, um deles o Paulo Joaquim (2777), em 1869. Este Paulo casou em 1894 com Josefa Maria (2434), da Amieira Grande, viveram na Cabeça Gorda, onde nasceram pelo menos 7 filhos, três dos quais com o apelido “Paulo”, o António Paulo (3520), o José Paulo Joaquim (3361), e o João Paulo (3358), dos quais há vários descendentes com este apelido.
O Paulo Joaquim (1263), nascido em 1834, irmão do anterior, tio do outro Paulo Joaquim (3361), casou em 1874, com Joaquina da Conceição (3305), natural dos Casais das Campainhas, foram pais de dois filhos (ele faleceu em 1885), um deles o Manuel Paulo (3306), nascido em 1875 nos Casais do Rijo, casou com Delfina da Conceição (5095), natural da Cabeça Gorda, onde viveram, foram pais de pelo menos 5 filhos, o Joaquim Manuel Paulo, António Paulo (Cruz), Manuel Paulo (6859), José Paulo, e Maria Delfina, dos quais há vários descendentes com o apelido Paulo.
2 - o Manuel Paulo (1092) nasceu em 1797, casou em 1839 com Eufrazia da Conceição (1773), natural do Casal Junceira, da Moita dos Ferreiros, viveram no Casalinho das Oliveiras e foram pais de pelo menos 8 filhos, dos quais pelo menos o José Paulo (1777) e o Francisco Paulo (1778), deixando descendência com este apelido.
Assim podemos concluir que ambos os ramos com apelido Paulo terão a sua origem na mesma pessoa o Paulo Vieira (481) este apelido vieira vem do lado feminino, e do Ramalhal.

Fica para uma próximo a descrição mais em pormenor, mas o apelido Marquez, ou Marquês, um deles acima referido, deve derivar de uma “alcunha”, pois são todos filho do referido Manuel Joaquim (478), são todos primos destes com o apelido Paulo.

35 - Caetano

Na área da freguesia de Campelos, Torres Vedras, até 1945 eram três as origens dos apelidos Caetano.
De um desses ramos desconhecemos a origem, mas em 1949 foi baptizado, já nesta freguesia uma criança com o apelido Caetano, filha de Francisco Caetano, mas não registámos origem dos pais, nem temos mais informação.
Os outros dois ramos com apelido Caetano:
Um são os descendentes de Caetano Ferreira (1068), natural e residente em vale de Lobos, nasceu em 1793, casou duas vezes, foi pai de pelo menos 12 filhos, sabemos de um deles, o José Caetano (12429) que ficou com o apelido Caetano, mas é do filho Joaquim Ferreira (1037), nascido em 1824, e que veio a casar com Maria da Conceição (1059), natural de Casais do Rijo, onde a família se fixou, e mais tarde em Campelos, são pais de pelo menos cinco filhos, dois deles com o apelido Caetano, o João Caetano (2105), nasceu em Campelos em 1855, casou e viveu em Miragaia, e o António Ferreira Caetano (1070), nascido em Casais do Rijo, em 1847, casou com Maria da Conceição, natural do Vimeiro, fixaram residência na Cabeça Gorda, e foram pais de pelo menos 10 filhos, em que alguns ficaram com o apelido Caetano Ferreira, parecendo-nos que hoje ninguém mantém este apelido.

Assim das famílias mais antigas da freguesia, segundo o nosso conhecimento,  só uma delas continua a manter o apelido Caetano, são os descendentes de Caetano Francisco (21910), pai de António Caetano (4799) nascido em Lapaduços, Vila Verde dos Francos, Alenquer, e avô de Sebastião Caetano (2073), nascido naquela freguesia, casou com Isabel de Jesus (1408), natural de Campelos, onde passaram a viver e foram pais de pelo menos três filhos, um deles o José Caetano (2077) nascido em 1907, casou em Campelos em 1931, e teve pelo menos dois filhos, sobreviveu o António Caetano (5159), cuja descendência mantém vivo o apelido Caetano. 


36 – Marquês
O apelido Marquês, ou Marquez surge na freguesia de Campelos, na localidade de Cabeça Gorda, em dois filhos de Manuel Joaquim (478), irmãos do Paulo Joaquim (1263) já referido no apelido “Paulo”.
O Manuel Joaquim (478) nasceu em 1783 na Amieira do Caldeia, junto à Quinta Bogalheira, Casou em 1810 com Maria Isabel (479), nascida em 1789, no Casalinho (das Oliveiras), os primeiros filhos do casal nasceram na mesma Amieira, e os restantes em Casais do Rijo.
Este Manuel Joaquim já devia ser conhecido por Manuel Joaquim Marquês, e a razão principal deverá ter a ver com o seu local de nascimento, a Amieira do Caldeira, que por pertencer ao Marquês do Alegrete, também era conhecida por Amieira do Marquês, exemplos:
a  a) - Óbito de José, em 27 Julho de 1738, morador na “Quinta da Caldeira do Marquês do Alegrete” (livro óbitos 1 de S. Maria, Torres Vedras, p. 138v)
    b) -  Nos casamentos de Manuel Joaquim (1060) filho do outro Manuel Joaquim (478), em 12/9/1842, e 21/11/1847,  ele está como nascido no Casal do Marquez, S. Maria, Torres Vedras (livro misto 4 de Miragaia, Lourinhã)
Os filhos do Manuel Joaquim (478) e da Maria Isabel (479) que adoptaram o apelido Marquês foram:
a   a) - Joaquim António Marquês (480), nascido em Julho de 1820, nos Casais dio Rijo, casou 3 vezes, uma das quais com Maria Antónia de Reinaldes, Atouguia da Baleia, Peniche, e tiveram 6 filhos em Casais do Rijo e Casal Novo dos Pinheirinhos (Campelos), e segundo o que sabemos nenhum continuou com o apelido Marquês.
    b) - José Joaquim Marquês (490), nascido em Casais do Rijo, em Setembro de 1830, casou pela 1ª vez em 17/11/1858, em Santa Maria, com Carlota do Nascimento, tem 10 filhos, nascidos em Campelos, Cabeça Gorda, e Casal do Areeiro, destes filhos dois mantém o apelido Marquês:
- António Joaquim Marquês (2115), nascido em Campelos, em Junho de 1863, casou em Junho de 1885, em S. Lourenço dos Francos, com Romana da Conceição, Exposta da Roda de Lisboa, tiveram 6 filhos na Cabeça Gorda, dos quais só o Joaquim Marquês (3993), nascido em 1887, casou em 1914 com Maria da Conceição (6006), natural de Cabeça Gorda, tiveram 10 filhos, entre 1915 e e 1933, alguns seguiram o apelido Marquês e um adoptou a “alcunha” Feijão. Como a nossa pesquisa foi só até 1945, não temos muito mais informação.
- Joaquim Marquês (3527), nascido em Junho de 1875, na Cabeça Gorda, faleceu com 23 anos, no Casal do Areeiro.
- a filha do António Joaquim (2115), Amélia da Conceição, nascida na Cabeça Gorda em 1892, casou com José Neto, e pelo menos um dos filhos ficou com o apelido Marquês, nascido no mesmo lugar em 1933, o Francisco.
- outro filho do José Joaquim (2115), o Ângelo Joaquim (1208) nascido em 1860 na Cabeça Gorda, casou em 1885,e em 1898 em S. Lourenço dos Francos com Gertrudes da Piedade, e com Joaquina da Piedade, foi pai de 15 filhos, nenhum adoptou o apelido Marquês, mas alguns dos seus netos voltaram a usar esse apelido, conhecemos os casos de:
         - Gonçalo e Maria, filhos da sua filha Felicidade.
         - Helena e Conceição, do seu filho Estevão.
         - José, Ramiro, Duarte, Álvaro, e Maria da sua filha Beatriz.
         - Augusto, Ângelo, e Joaquim, da sua filha Marcelina.
- o mesmo aconteceu com outro filho, o Francisco Joaquim (3576), nascido em 1877, casou com Gertrudes Delfina, tiveram 10 filhos, mas só netos ficam com o referido apelido, conhecemos o caso da Maria Águeda, filha de Adelaide da Conceição.

É quase certo que haverá mais casos, sobretudo para nascidos depois de 1945, data limite das nossas pesquisas.  

37 - Severino



A maioria dos habitantes da freguesia de Campelos com o apelido Severino descendem de Severino Damião (703), era Almocreve, filho de José Damião e de Felicidade da Conceição, ambos da actual freguesia da Silveira, Torres Vedras, casados por volta de 1850, viveram nos Casalinhos de Alfaiate, e foram pais de pelo menos 5 filhos, entre 1850 e 1860. Sabemos de 4 filhos que casaram e viveram todos próximo de Campelos:
            1 - Sebastião Severino, nasceu em 1850, casou em S. Pedro da Cadeira com Mariana da Conceição, viúva, exposta da Rida de Lisboa, foram pais de Carlos João, nascido a 1886, em Campelos, casou duas vezes, com Beatriz da Luz e com Maria Alegria, foi pai de: Beatriz da Luz, David Severino e Luís Carlos Severino, todos nascidos em Campelos, entre 1916 e 1927.
            2 - Maria da Nazaré (1555), nasceu em 1853, casou em 1876, em S. Pedro da Cadeira, com Ponciano Filipe, ou Passiano Filipe, exposto da Roda de Lisboa, nascido em 1844, criado por ama da freguesia do Carvalhal, Bombarral. Foram pais de pelo menos 12 filhos, nascidos nos Casalinhos das Oliveiras, Campelos, e Quinta do Bom Sucesso, entre 1877 e 1897, deste casal os filhos ficaram com o apelido Paciano.
            3 - Maria do Nascimento (45), nascida em 1855, casou em 1873, na Igreja de Santa Maria, Torres Vedras, com Manuel Francisco (43), nascido no Casal do Rocio, Campelos, onde ficaram a residir e foram pais de 8 filhos, nascidos entre 1874 e 1891, na sua maioria com o apelido Francisco.
            4 - João Severino, nascido em 1857, casou em 1888, na Igreja de Santa Maria, Torres Vedras, com  Maria das Dores (1567), natural dos Casalinhos de Alfaiate, viveram em Campelos, onde foram pais de 11 filhos, nascidos entre 1887 e 1912, dos quais 4 continuam com o apelido Severino:
Luís Severino, desconhecemos se há descendência.
Joaquim Severino, casou com Maria da Purificação e em Campelos, entre 1927 e 1931, foram pais de: Graciano Severino; Noémia Severino, e Maria Alice Severino.
Laurentino Severino, casou com Florinda Maria, e em Campelos, entre 1927 e 1940 foram pais de: dois José Laurentino Severino, ambos falecidos em bébés; Maria Carmelinda Severino, Patrocínia Severino, Filomena Severino, Adelaide Severino, e António Severino.
Carmelina Severino, casou em Torres Vedras, com João Cardoso Menezes, barbeiro, e foram pais de Filomena Menezes, falecida em Agosto de 2018.
Na freguesia de Campelos há mais pessoas com o apelido Severino, todos descendentes de outros Severinos, do Severino Luís, do Severino Martins, e do severino Rodrigues.
Severino Luiz (5436), Exposto do Hospital de Lisboa, Casou em 20/9/1858, em S. Lourenço dos Francos, com Gertrudes da Conceição, das Matas, Lourinhã, residiram na Marteleira, e tiveram pelo menos 8 filhos, sabemos que 6 casaram e tiveram descendência naquela localidade ou noutras próximas, e uma neta nascida na Ribeira de Palheiros, a Ilda Severino, casou em 1926 com Adriano Faustino e foram pais de pelo menos 8 filhos, nascidos nos Casalinhos das Oliveiras.
Severino Martins (1279), filho de José Martins, e de Maria da Conceição, nasceu em 1853, no Casal de S. Gião, Campelos, casou a 1ª vez em 1874, com Mariana Luiza, do Casal da Amieira Pequena, Campelos, viveram em Campelos, e foram pais de 8 filhos, nascidos entre 1875 e 1897, há um descendente que usa o apelido severino, o António Severino Martins, que casou com Ermelinda da Piedade, dos Casais do Rijo, e é nesta localidade que são pais de 4 filhos, nascidos entre 1917 e 1939, Severino Martins Santos, Mariana dos Santos, Maria Severino dos Santos, e Francisco Severino Martins.
Severino Rodrigues (837) nasceu em Setembro de 1795 nos Casal das Oliveiras, casou em Santa Maria, Torres Vedras, a 7/6/1819, com Isabel da Conceição, dos Casais do Rijo, moraram no Casal das Oliveiras, e foram pais de pelo menos 9 filhos, entre 1820 e 1843, dos quais dois ficam com o apelido Severino; o Manuel Severino (865) nascido em 1820, casou em 1843 com Gertrudes Piedade, da Ribeira de Palheiros, e forma pais de pelo menos 6 filhos, e destes continuaram com esse apelido o António Severino (881), que casou e ficou a morar na Ribeira de Palheiros e o Joaquim Severino, que casou e ficou a morar no Casal Moinho, Moita dos Ferreiros.