quarta-feira, 10 de maio de 2017

Campelenses na 1ª Grande Guerra

Há 100 anos atrás a localidade de Campelos, (então pertencente à freguesia de Santa Maria do Castelo, cuja sede estava a 18 km de distância, na Vila de Torres Vedras), vivia ainda mais preocupada, sabia desde Março de 1916 da entrada de Portugal na Primeira Guerra, mas agora chegava a notícia de que alguns dos seus filhos iriam participar no conflito.
Foram publicados Editais, que normalmente eram afixados em todas as terras, e sabe-se que o jornal  A Vinha de Torres Vedras publicava a 24 de Agosto de 1916 um edital da Junta de Inspecção de Revisão no qual (…) se deve proceder (…) à inspeção revisão de todos os indivíduos que, achando-se ao abrigo da lei de 2 de Março de 1911, foram, para esse fim, relacionados pelo secretário da comissão de recenseamento militar deste concelho. Na edição seguinte, o mencionado periódico torriense informava que (…) a partir do primeiro mez de setembro, todos os cidadãos dos 20 aos 40 anos, devem andar munidos de documento que prove terem cumprido ou terem sido isentos do serviço militar. Sabe-se pela mesmo jornal que haviam sido inspecionados na faixa dos 20 aos 25 anos, 765 indivíduos, sendo que 410 foram apurados para serviço militar, 165 ficaram isentos definitivamente e 191 isentos incondicionalmente.  [i]
O clima de guerra já se fazia sentir na área há algum tempo com os exercícios militares a decorrerem nas proximidades, em Paio Correia, Vimeiro e  Bogalheira, conforme descrição publicada em jornais, de uma visita aos locais, de membros do Quartel General, em finais de Outubro de 1916. [ii]
Foram dois os jovens Campelenses que foram para a Guerra, Francisco Antunes, e Laureano dos Santos.
Francisco Antunes nasceu em Campelos a 3/1/1890, 10º filho de António Antunes e de Gertrudes Emília, ambos de Campelos, com excepção do avô que era do Sarge, os outros eram todos de Campelos, ou localidades próximas.
Francisco Antunes embarcou para França a 8 de Agosto de 1917[iii], já casado desde 2/12/1914 com Gertrudes Delfina, natural do Casal do Vale Pereiro, Campelos, (2ª filha de José Amaro e de Delfina de Jesus, ambos de Campelos), e já com a sua primeira filha, a Maria Gertrudes Antunes, baptizada a 5 de Março de 1916.
Foi como Soldado Condutor, nº 635, no Regimento de Artilharia nº1/5º G.B.M./7ª Bateria/ 2ª Bateria. Regressou a 13 de Setembro de 1918[iv].
Faleceu em Campelos a 16/11/1968, deixando 7 filhos.
Laureano dos Santos, nasceu no Casal do Carregado (junto a Campelos) a 7 de Junho de 1893, 1º filho de Zeferino dos Santos, Exposto da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, (que veio com dois dias de idade para o Casal do Carregado, onde foi criado, pela ama Luísa Maria) e de Adelaide de Jesus, natural de Campelos.
Laureano dos Santos embarcou para França a 21 de Agosto de 1917, solteiro, como soldado nº 251 da 2ª Companhia, C.A.P./1º Grupo/1º B.A.C. Regressou a 16 de Fevereiro de 1919.[v]
Laureano dos Santos casou a 26 de Dezembro de 1921 com Florinda da Conceição, de 29 anos, natural de Papagovas, Lourinhã, filha de José da Silva Carruço e de Maria da Conceição, viveram em Campelos, onde foram pais de 6 filhos. Faleceu na freguesia da Moita dos Ferreiros, Lourinhã, a 8/9/1966.
Uma vez que hoje Campelos está em União com a freguesia de Outeiro da Cabeça, sabemos pela mesma fonte que Manuel Baptista, solteiro, de Outeiro da Cabeça, filho de João Baptista e de Maria Luiza, embarcou para França a 19 de Agosto de 1917, como soldado nº 814, nos Sapadores Mineiros/2ª Companhia/R.S.M./2ª Companhia, e regressou a 31 de Março de 1919[vi]





[i]  Ramos, Helder, “A participação torrienses na Grande Guerra: Identificação e percursos de vida”,  in OS Portugueses na Grande Guerra/História e Memória. Turres Veteras XIX, 2017, p. 135.
[ii] Matos, Venerando Aspra de, “Ecos da Grande Guerra em Torres Vedras”, in OS Portugueses na Grande Guerra/História e Memória. Turres Veteras XIX, 2017, pp. 124-125.
[iii] Ramos, Helder, op. Cit., p. 162
[iv] Idem
[v] Idem, ibidem,  p. 156,
[vi] Idem, ibidem,  p. 162.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Apelido Augusto, na freguesia de Campelos

Na freguesia de Campelos o Apelido Augusto que é largamente predominante é originário de Augusto Faustino, nascido em Campelos, em 29/5/1867, filho de Manuel Faustino e de Maria Isabel.
Augusto Faustino casou na Igreja de Santa Maria do Castelo, de Torres Vedras, em 10/11/1900, com Maria da Nazaré, viúva de Amaro Rodrigues, que era exposto da Roda de Lisboa, falecido em Campelos, em 1893. A Maria da Nazaré nasceu na Quinta do Perdigão em 22/3/1862, filha de João da Silva Carruço, e de Gertrudes Rita.

No casamento o casal Augusto Faustino e Maria da Nazaré, legitimaram os seus filhos José nascido em 1895 (falecido com 1 ano) e a Leopoldina de Jesus nascida em 1899, foram pais de mais 3 filhos: José Augusto, Maria de Jesus, e Joaquim Augusto. Foram avós de 23 netos, todos nascidos em Campelos e Casais do Rijo.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Sitio da Paróquia de Campelos

A Paróquia de Campelos criou o seu próprio sítio na net, são os jovens a inovar, e fazer a ponte para os jovens, mas também para os que estão mais longe, os nossos emigrantes espalhados pelos continentes passam a poder estar mais em contacto com o que se passa na vida cristã da Paróquia.

http://www.paroquiacampelos.pt/

domingo, 29 de janeiro de 2017

Apelido Ramos, na freguesia de Campelos

Os apelidos Ramos, na freguesia de Campelos, Torres Vedras, excepto casos pontuais, têm genericamente origem em Papagovas e Cabeça Gorda, sendo a larga maioria desta última localidade, e é sobre estes que primeiro vamos escrever.
Quando no dia 18 de Abril de 1886 nasceu na Cabeça Gorda o 3º filho do Casal António Joaquim, e Maria da Piedade, e que foi baptizado na Igreja de S. Lourenço dos Francos no dia 5 de Maio, com o nome de Manuel, decerto não esperariam os seus pais que ele e seus descendentes usariam o apelido “Ramos”
Desconhecemos quando se terá oficializado o uso deste apelido. A quando do casamento, realizado na Igreja de Santa Maria do Castelo, em Torres Vedras, no dia 28/4/1909, entre o referido Manuel Joaquim, então com 23 anos, e Maria da Piedade, com 22 anos, natural de Casais do Rijo, filha de António Martins e de Joaquina da Conceição, ainda não há uso do apelido Ramos, sendo provável que o noivo já fosse conhecido por Manuel Joaquim “Ramos”.
Provavelmente foram só os filhos desta família que começaram a usar formalmente o apelido “Ramos”.
Este apelido deverá dever-se ao facto do dia de nascimento do Manuel Joaquim, o dia 18 de Abril de 1886 ser o Domingo de Ramos daquele ano, conforme se pode verificar nos calendários hoje facilmente disponíveis na net.
O Manuel Joaquim “Ramos” e a Maria da Piedade foram pais de pelo menos oito filhos:

Luísa da Piedade, Joaquina, António Joaquim Ramos, Palmira da Conceição, Celeste da Piedade Ramos, Maria da Anunciação, Florentina da Piedade Ramos, e João Ramos.  

Sobre o apelido “Ramos” oriundo de Papagovas, ele surge-nos após o casamento realizado na Igreja de S. Lourenço dos Francos, em 10/6/01877 entre  Joaquim Ramos, de 24 anos, natural do Sobral, Lourinhã, filho de António Ramos e de Josefa da Conceição, com Maria José, de 22 anos, natural da Moita dos Ferreiros, moradora nas Papagovas, filha de Manuel Luís e de Jesuína da Conceição.
Desta Família nasceram em Papagovas 12 filhos:

Francisco Ramos, Joaquim Ramos Junior, António, Maria da Conceição, José, Ricardo, Luiz Ramos, Jesuína, Daniel, José, Augusto Ramos, Adriano Ramos.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Casal do Rol - Quinta do Rol

Julgamos que a Quinta do Rol, anteriormente denominado Casal do Rol, que se situa próximo da Ribeira de Palheiros, freguesia de Miragaia, do concelho da Lourinhã, deve o seu nome a Álvaro Rol.
Chegamos a esta conclusão pela leitura dos Registos Paroquiais de S. Lourenço dos Francos, paróquia da referida Miragaia.
Álvaro Rol, casado com Isabel Álvares, faleceu a 20/2/1654, morava no Casal de D. Joana da Silva, junto a Ribeira de Palheiros,  é pai de Maria Duarte, natural do mesmo Casal, que casou 22/7/1657, com Domingos Rodrigues, natural das Papagouvas, da mesma freguesia.
O Domingos Rodrigues e a Maria Duarte foram pais de 11 filhos, entre os anos de 1658, e 1675. Os 3 primeiros (Maria, Isabel e Domingas) nasceram no Casal de D. Joana da Silva, os 4 seguintes (Domingos, João, Francisca, e João) nasceram em Papagouvas, os dois seguintes (Manuel e António) nasceram no Casal de Ambrozio Passanha Pereira, e os dois últimos (Francisco e António) nasceram no Casal do Rol.
Ambrózio Passanha Pereira, senhor do Morgado da Lourinhã, foi casado com D. Joana da Silva, foram pais de pelo menos 5 filhos, ele faleceu em 1635, na Lourinhã, por isso nos primeiros registos dos filhos de Maria Duarte está Casal de D. Joana da Silva.
Depois os dois penúltimos filhos estão registados como nascidos no Casal de Ambrozio Passanha Pereira, que será o neto do anterior, filho de João Pestana Pereira, e de D. Luísa Antónia de Gusmão.
Os dois últimos filhos já nasceram no Casal do Rol, cujo nome se deve ter popularizado pelo apelido dos seus moradores, primeiro o Álvaro Rol, supra referido e depois, o João Rol, que deve ser filho daquele, morou também no Casal de D. Joana da Silva, pelo menos entre 1655, e 1664, data em que foi pai de 5 filhos.
Dois dos filhos de Maria Duarte, a Domingas da Conceição, e o Domingos Rodrigues, viveram e foram pais no Casal do Rol, já não há referências aos outros nomes, para o local. O último descendente desta família que encontramos a residir no Casal do Rol, é Maria Joaquina Santos, mãe de Manuel Vieira, ali nascido em Março de 1787.

Não estamos a considerar a hipótese de a mudança de nome se dever a mudança de proprietários, pois consideramos muito pouco provável, atendendo à origem aristocrática dos Passanha Pereira, ou, Pestana. Só pesquisas mais aprofundadas, ou até uma mera leitura das décimas poderá ajudar a perceber se a propriedade se mantém nas gerações seguintes,  na mesma família ou não.    

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Família Cunha Manuel, do Oeste, ligação aos Torel, e talvez ao Gaspar Campello


1 - Lourenço da Silveira, foi Juiz dos órfãos da Lourinhã, faleceu a 12//7/1613, naquela Vila, foi casado com Filipa da Cunha, falecida a 9/3/1601, na Lourinhã, moradores na Marteleira, freguesia de S. Lourenço dos Francos, hoje Miragaia, concelho da Lourinhã, conhecemos a existência de 4 filhos:
2- Maria da Cunha, que casou a 4/5/1592, na Marteleira, com António de Gouveia, natural de Lisboa. testemunhas, entre outras António Godinho, de Torres Vedras, e Francisco Vaz, de Cascais. Não temos certeza, por não se conseguir documentar, colocamos como hipótese, pelo apelido, e por ligações com com outras pessoas, ser seu filho Francisco Gouveia da Cunha.
3 - Filipa, falecida em 1601, na Lourinhã
4 - Isabel da Silveira, casou a 20/2/1594, também na Igreja de S. Sebastião da Marteleira, com Francisco Vaz, de Cascais, desconhecemos descendência.
5 - Nicolau da Cunha Silveira, sabemos pela leitura do livro de Bacharéis de seu neto Francisco, que casou com Catarina Josefa, natural de Ribamar, Lourinhã, e conhecemos dois filhos, a Maria da Cunha, e o Nicolau da Cunha Silveira.

2 - Maria da Cunha, casada com António de Gouveia devem ter sido os pais de:
6 - Francisco Gouveia da Cunha, em 1656 era mesário, conselheiro nobre na Misericórdia da Lourinhã, em 1646 foi padrinho de Francisco, filho de Nicolau da Cunha Silveira casou com Maria de Mariz, filha de Sebastião Guoriso, e de Bárbara de S. Paio, viveram na sua Quinta do Espírito Santo, em Sapataria. julgamos não haver descendência, pois encontramos a referida quinta em posse de descendentes do Nicolau da Cunha Silveira.

5 - Nicolau da Cunha Silveira casado com Catarina Josefa, pais de:
7 - Maria da Cunha que faleceu solteira, em 29/9/1622, em Runa, julgamos que na casa do irmão.
8 - Nicolau da Cunha Silveira, nasceu na Lourinhã, faleceu na Lourinhã em 1667, casou com D. Maria Manuel Bobadilha, faleceu em Runa em 1692, que colocamos como hipótese, (pelo peso que o apelido Manuel tem no futuro, e por também haver ligações a Santarém) ser descendente de D, Bernardo Manuel, alcaide mor de Santarém, que casou 2ª vez (1520) com Maria de Bobadilha.
Este casal viveu primeiro na Lourinhã, onde nasceram 3 filhos, e depois em Runa, onde nasceram outros 3 filhos:
9 - Francisco da Cunha Manuel, nasceu na Lourinhã em Setembro de 1646.
10 - Engrácia, nasceu na Lourinhã em Junho de 1648.
11 - Joana, nasceu na Lourinhã em Junho de 1652.
12 - João, nasceu em Runa em Dezembro de 1653.
13 - Luís, nasceu em Runa em Julho  de 1658.
14 - Leonor, nasceu em Runa em Junho de 1660.

9 - Francisco da Cunha Manuel, Juiz dos órfãos da Lourinhã, faleceu em Runa em 1685, casou a 18/7/1668, em Santa Catarina, Lisboa, com D. Sebastiana de Seixas Félix, natural de Lisboa, filha de Máximo Arruda de Seixas, e Maria de S. António de Oliveira, viveram em Runa, onde foram pais de 8 filhos;
15 - Maria Madalena da Cunha, nasceu na Lourinhã
16 - Nicolau da Cunha Manuel, nasceu em Runa, em Agosto de 1669.
17 - Máximo, nasceu em Runa, em Julho de 1670.
18 - José, nasceu na Lourinhã, em Julho de 1675.
19 - Joana Francisca da Cunha Manuel, nasceu na Lourinhã, em Julho de 1678.
20 - João, nasceu em Runa em Novembro de 1680.
21 - Catarina, nasceu em Runa em Janeiro de 1683.
22 - Luís, nasceu em Runa em Abril de 1685.

15 - Maria Madalena da Cunha, casou a 17//7/1706, na Ermida da Quinta do Espírito Santo, Sapataria, Sobral de Monte Agraço, viúva de Jacques Hubert, com António Bellet, natural de Lyon, França, filho de Jaques Bellet de Tavernost, e de Catarina Alexandre, faleceu no terramoto de 1755, em Lisboa. conhecemos um filho:
23 - José Bellet da Cunha, várias vezes padrinho de baptismos, em Sapataria, entre 1728 e 1761, faleceu na Quinta do Espírito Santo, Sapataria, a 7/12/1764, solteiro, foi sepultado na Igreja da Sapataria, junto ao altar de S. Braz, acompanhado à sepultura com 16 padres, fez-se-lhe ofício a que assistiram 19 padres, fez testamento.
Nota - Esta Quinta do Espírito Santo é hoje propriedade da Comunidade Vida e Paz, por doação, em 1994,  de Julle Loose, cidadão Belga, o que nos leva a colocar a hipótese de poder ter havido continuidade familiar, atendendo à proximidade do geográfica com o 1º proprietário por nós conhecido ser de França, o supra referido António Bellet.

16 - Nicolau da Cunha Manuel, Cavaleiro Fidalgo e da Ordem de Cristo, Capitão do Guarda Roupa de Sua Majestade D. João V, Juiz dos órfãos da Lourinhã, Escrivão do Cível de Lisboa e  da Corte, casou a 8/12/1692, em S. Salvador, Santarém, com Cecília Doroteia da Costa, filha do Dr. Miguel Barbosa Carneiro, e de D. Leonor da Fonseca, viveram em Runa, foram pais de:
24 - Isabel Teresa da Cunha Manuel, madrinha de sobrinha Cecília, em 1718, na Igreja de Dois Portos.
25 - Sebastiana Francisca da Cunha Manuel, nascida em S. Salvador, Santarém.
26 - Leonor, nasceu em Runa em Outubro de 1695, os pais moravam em Marvila, Santarém.
27 - Francisco, nasceu em Runa em Setembro  de 1696.
28 - Francisca, nasceu em Runa em Junho de 1699.
29 - Francisco da Cunha Manuel, nasceu em Runa em Setembro de 1703.
30 - Maria Caetana da Cunha Manuel, nasceu em Runa em Outubro de 1705.
31- Miguel Barbosa Carneiro, nasceu em Runa em Março de 1707, em 1737 era frade,  da Ordem de Santiago, morava num colégio, em Coimbra. Em 1738 era Fidalgo capelão.
32 - Antónia Teresa da Cunha, nasceu em Runa em Maio de 1708, faleceu na Quinta do Espírito Santo, Sapataria, deixando como seu testamenteiro o sobrinho Nicolau da Cunha Manuel.
33 - Ana Teresa da Cunha Manuel, nasceu em Runa em Setembro de 1709, em 1740 foi madrinha por procuração, estava recolhida no Convento da Rosa, em Lisboa.

19 - Joana Francisca da Cunha Manuel, casou a 4/5/1701, em Santa Catarina, Lisboa, com Marcos António Thorel, natural de Roão, França, filho de António Thorel, e de Joana de Hors, já escrevemos sobre esta família, e seus descendentes, foram pais de:
34 - Francisco António Torel, nasceu em S. Paulo, Lisboa em Fevereiro de 1702.
35 - João Caetano Torel da Cunha Manuel, nasceu em S. Paulo, Lisboa em Março de 1703.
36 - António José Torel, nasceu em S. Paulo, Lisboa em Fevereiro de 1705.
37 - José Torel, nasceu em S. Paulo, Lisboa em Dezembro de 1706.
38 - Nicolau Joaquim Torel d a Cunha Manuel, nasceu na freguesia de Sacramento, Lisboa, em Setembro de 1712.
39 - Ana, gémea, nasceu na freguesia de Sacramento, Lisboa, em Setembro de 1718.
40 - Joaquim, gémeo, nasceu na freguesia de Sacramento, Lisboa, em Setembro de 1718.

25 - Sebastiana Francisca da Cunha Manuel, faleceu na Ribaldeira em Setembro de 1718, casou a 19/11/1716, em Runa, com Luís da Cunha Toar e Lemos, natural da Ribaldeira, Dois Portos, filho do Capitão Luís da Cunha Toar e Lemos, e de D, Maria Luiza Bernardes, forma pais de:
- Cecília, nasceu na Ribaldeira Julho de 1718.
29 - Francisco da Cunha Manuel, em 1738 Fidalgo da Casa Real, casou a 18/8/1754, em Runa, com D. Ana Felizarda Henriques de Castro e Melo, natural da Lourinhã, filha de Martinho Correia da Silva, e de D. Ana Henriques de Castro e Melo, pais de:
- Nicolau da Cunha Manuel de Melo e Castro.
30 - Maria Caetana da Cunha Manuel, casou a 29/6/1729, em Runa, Francisco António Torel, (nº 34 supra referido) sendo dispensados, da consanguinidade, por serem primos, em Runa foram pais de:
41 - Nicolau da Cunha Manuel Thorel, que faleceu em Junho de 1801, na Quinta do Espírito Santo, Sapataria. Deixou seu testamenteiro o irmão Francisco Xavier da Cunha Torel.
42 - D, Maria Joaquina da Cunha Torel, madrinha em 1736, na Sapataria.
43 - Joana Rita da Cunha Manuel, faleceu em Fevereiro de 1778, na Quinta do Espírito Santo, Sapataria.
44 - Francisco Xavier da Cunha Torel, nasceu em Runa em Dezembro de 1733, Monsenhor da Stª Igreja Patriarcal de Lisboa, é o testamenteiro de seu irmão Nicolau da Cunha Manuel, e de seu tio o Bispo Nicolau Joaquim Thorel da Cunha Manuel.
45 - Agostinho Manuel, nasceu em Runa em Agosto de 1735, foi seu padrinho, presencialmente o Infante D. Manuel, filho do Rei D. Pedro II.
46 - José, nasceu em Runa em Outubro de 1736.
47 - Luís, nasceu em Runa em Outubro de 1737.
48 - José Joaquim da Cunha, nasceu em Runa em Março de 1740, foi Baptizado pelo Dr. Nicolau Joaquim Thorel, Presbítero do Cabido de S. Pedro, Deputado do Stº Ofício na Inquisição de Lisboa, e morador na mesma cidade. Faleceu em 1796 na Quinta do Espírito Santo, Sapataria, deixando como testamenteiro seu irmão Nicolau da Cunha Manuel.


Considero, como hipótese, a Filipa da Cunha, supra referida, casada com Lourenço da Silveira, que nos surge como madrinha em baptismos de S. Lourenço dos Francos, ser irmã da esposa, ou filha de Gaspar Campello.
Ao fazermos a pesquisa na Habilitação de Genere do Bispo Nicolau Torel da Cunha Manuel,  havia a esperança de confirmar esta ligação, mas só recua até Nicolau da Cunha Silveira, e na  Leitura de Bachareis, de Francisco da Cunha Manuel,  recuamos até ao pai deste, que também tem o mesmo nome Nicolau da Cunha Silveira, que sabemos ser filho de Lourenço da Silveira e de Filipa da Cunha, que pelo casamento da filha Isabel da Silveira, sabemos que moravam na Marteleira onde o casamento se realizou, em 1594.

Gaspar Campello, que deu origem ao nome da Vila de Campelos, devido à Quinta que aqui tinha, era casado com Vicência da Cunha, foi padrinho de casamentos e baptismos em S. Lourenço dos Francos, entre 1589 e 1608, e sabemos que em 1610 faleceu e foi sepultado naquela igreja Gaspar da Cunha, neto de Gaspar Campello, portanto o apelido Cunha passou na geração seguinte, e atendendo aos registos encontrados naquela freguesia, nesse período, consideramos como filhos, no campo das hipóteses: Jacinta da Cunha, Nicolau da Cunha, Filipa da Cunha, supra referida, e António Campelo. Não sei se conseguirei confirmar estas hipóteses, que têm fortes indícios de possibilidade, mas que falta provar documentalmente.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Torel um apelido que me parece ter ligações ancestrais com Gaspar Campello.

Torel é nome de jardim em Lisboa, está situado, entre a Av. da Liberdade e o Campo Mártires da Pátria, ir pelo elevador do Lavra, que se apanha próximo da Av. da Liberdade, é um dos modos de lá se chegar. Este jardim é assim descrito pela Câmara de Lisboa:
Deste miradouro disfruta-se de uma vista desafogada sobre o vale da Avenida da Liberdade e a colina de São Roque, onde se destaca o jardim de São Pedro de Alcântara, os sucessivos patamares da Calçada de Santana e de um modo geral a zona Ocidental da cidade.
O Jardim do Torel, originário de uma quinta do início do século XVIII, deve o seu nome ao desembargador Cunha Thorel, o mais rico proprietário da zona. Em janeiro de 1928 o terreno do palácio foi cedido à Câmara Municipal de Lisboa que aí construiu o jardim e o miradouro, do qual se observa uma deslumbrante vista da parte ocidental de Lisboa. O espaço envolvente a este jardim é rico em numerosos exemplares de moradias nobres dos séculos XVIII e XIX. Em 2000 o Jardim do Torel foi alvo de uma intervenção de requalificação e restauro. A obra incluiu a instalação de um novo sistema de iluminação pública, composto por iluminação de presença e decorativa, possibilitando que de outros locais da cidade, o Jardim do Torel seja mais um ponto de interesse panorâmico na noite de Lisboa.
Na investigação histórica que venho efectuando focada essencialmente em Lourinhã e Torres Vedras cruzei-me com estes Torel, ou Thorel, nos Registos Paroquiais de Lourinhã, Runa e Sapataria.
O desembargador Cunha Thorel referido no sítio da Câmara de Lisboa é João Caetano Thorel da Cunha Manuel, nascido na freguesia de S. Paulo, Lisboa, no ano de 1703, filho de Marcos António Thorel, nascido em Ruão (Rouen em francês), Normandia, França, e de Joana Francisco da Cunha Manuel, nascida em 1678 na Vila da Lourinhã, que tinham casado em Maio de 1701, na Igreja de S. Catarina, Lisboa, foram pais de pelo menos 7 filhos, entre 1702 e 1718:
1702 - Francisco António Thorel, Cavaleiro da Ordem de Cristo,  casou em Runa, em 1729 com a sua prima direita Maria Caetana da Cunha Manuel, nascida em Runa, filha do seu tio materno o Capitão Nicolau da Cunha Manuel, deste casamento nasceram em Runa 8 filhos, dos quais não conhecemos descendência, alguns dos filhos faleceram na Quinta do Espírito Santo, da Sapataria, Sobral de Monte Agraço, o que mais se destacou parece ter sido o Francisco Xavier da Cunha Torel, foi testamenteiro do seu irmão Nicolau, e de seu tio o Bispo Nicolau Torel da Cunha Manuel, Em 1801 é referido como Monsenhor da Santa Igreja Patriarcal de Lisboa, no registo de óbito do irmão.
1703 - João Caetano Torel da Cunha Manuel, Bacharel em Leis, pela Universidade de Coimbra, Corregedor de Elvas, Corregedor do Crime do Bairro Alto, Desembargador da Casa da Suplicação, Corregedor do Cível da Corte, casou com D. Agostinha Antónia Henriques Melo e Castro, foram pais de 3 filhos.
1705 - António José Torel, casou em 1745, na Igreja dos Anjos, com D. Maria Josefa de Mendonça, e mais tarde com Maria Antónia Margarida Couceiro Marreca, de que se conhecem 4 filhos.
1706 - José Thorel, faleceu solteiro na Quinta do Espírito Santo, Sapataria, Sobral de Monte Agraço, em 1766.
1712 - Nicolau Joaquim Thorel da Cunha Manuel, formado em Cânones em 1739, pela Universidade de Coimbra, Inquisidor do Tribunal de Évora durante uma década, Deputado do Conselho Geral da Inquisição, Provisor da Diocese do Porto (1768-1770), Bispo de Lamego (11/1770-7/1772), faleceu em Julho de 1772, na Quinta do Desembargador José Inácio Rodrigues, em Carnide, nomeia como testamenteiro seu sobrinho Francisco Xavier da Cunha Torel, Deputado do Santo Ofício e Juiz Geral das Ordens, morador na Rua larga de S: Roque, Lxª, foi sepultado no Convento de S. João da Cruz dos religiosos carmelitas descalços deste lugar de Carnide, como deixou determinado no seu testamento. Faleceu sem ocupar o cargo de Bispo de Lamego.
1718 - Joaquim, e Ana, gémeos, sem mais informação.
Coloco como hipótese a Filipa da Cunha, que nos surge como madrinha em baptismos de S. Lourenço dos Francos, ser irmã da esposa, ou filha de Gaspar Campello, então estes “Torel” são seus descendentes pelo lado materno, a supra referida Joana Francisca da Cunha Manuel.
Ao fazermos a pesquisa na Habilitação de Genere do Bispo Nicolau Torel da Cunha Manuel,  havia a esperança de confirmar esta ligação, mas só recua até Nicolau da Cunha Silveira, e na  Leitura de Bachareis, de Francisco da Cunha Manuel,  recuamos até ao pai deste, que também tem o mesmo nome Nicolau da Cunha Silveira, que sabemos ser filho de Lourenço da Silveira e de Filipa da Cunha, que pelo casamento da filha Isabel da Silveira, sabemos que moravam na Marteleira onde o casamento se realizou, em 1594.
Gaspar Campello, que deu origem ao nome da Vila de Campelos, devido à Quinta que aqui tinha, era casado com Vicência da Cunha, foi padrinho de casamentos e baptismos em S. Lourenço dos Francos, entre 1589 e 1608, e sabemos que em 1610 faleceu e foi sepultado naquela igreja Gaspar da Cunha, neto de Gaspar Campello, portanto o apelido Cunha passou na geração seguinte, e atendendo aos registos encontrados naquela freguesia, nesse periodo, consideramos como filhos, no campo das hipóteses: Jacinta da Cunha, Nicolau da Cunha, Filipa da Cunha, supra referida, e António Campelo. Não sei se conseguirei confirmar estas hipóteses, que têm fortes indícios de possibilidade, mas que falta provar documentalmente.

Como podemos ver nas referências às pessoas com o apelido Torel, o apelido Cunha Manuel, mantém-se, e por vezes até sobressai, em breve escreveremos sobre ele.

domingo, 16 de outubro de 2016

Apelido Paulo, na freguesia de Campelos


O apelido Paulo, na freguesia de Campelos, Torres Vedras, frequente sobretudo na Cabeça Gorda, mas com um ramo também no Casalinho das Oliveiras, tem a sua origem possivelmente na mesma pessoa o Paulo Vieira (481), nascido em 1764, nos referido Casalinho, donde a mãe era natural, e o pai dali próximo, do Casal das Quintas.
O Paulo Vieira (481) nascido no Casalinho da Oliveiras, S. Maria, Torres Vedras, casou em 1788 com Helena Maria (482), dez anos mais velha, natural da Marteleira, deste casamento nasceram pelo menos 3 filhos, a Maria Isabel (479), a Domingas Maria (1091) e o Manuel Paulo (1092), que constituíram família e viveram por aqui perto.
1 - A Maria Isabel (479) nascida em 1789, casou  em 1810 com Manuel Joaquim (478), viveram em Casais do Rijo, foram pais de pelo menos 12 filhos, dos quais destaco, (por ter interesse para a continuação deste apelido Paulo) o José Joaquim (Marquez), e o Paulo Joaquim (1263).
O José Joaquim (Marquez) nasceu em 1830, casou em 1858 com Carlota do Nascimento, natural do Casal da Charneca, S. Maria, Torres Vedras, e com Maria Roza (5977) em 1900. do 1º casamento nasceram 10 filhos,em Casais do Rijo, Campelos e Cabeça Gorda, um deles o Paulo Joaquim (2777), em 1869. Este Paulo casou em 1894 com Josefa Maria (2434), da Amieira Grande, viveram na Cabeça Gorda, onde nasceram pelo menos 7 filhos, três dos quais com o apelido “Paulo”, o António Paulo (3520), o José Paulo Joaquim (3361), e o João Paulo (3358), dos quais há vários descendentes com este apelido.
O Paulo Joaquim (1263), nascido em 1834, irmão do anterior, tio do outro Paulo Joaquim (3361), casou em 1874, com Joaquina da Conceição (3305), natural dos Casais das Campainhas, foram pais de dois filhos (ele faleceu em 1885), um deles o Manuel Paulo (3306), nascido em 1875 nos Casais do Rijo, casou com Delfina da Conceição (5095), natural da Cabeça Gorda, onde viveram, foram pais de pelo menos 5 filhos, o Joaquim Manuel Paulo, António Paulo (Cruz), Manuel Paulo (6859), José Paulo, e Maria Delfina, dos quais há vários descendentes com o apelido Paulo.
2 - o Manuel Paulo (1092) nasceu em 1797, casou em 1839 com Eufrazia da Conceição (1773), natural do Casal Junceira, da Moita dos Ferreiros, viveram no Casalinho das Oliveiras e foram pais de pelo menos 8 filhos, dos quais pelo menos o José Paulo (1777) e o Francisco Paulo (1778), deixando descendência com este apelido.
Assim podemos concluir que ambos os ramos com apelido Paulo terão a sua origem na mesma pessoa o Paulo Vieira (481) este apelido vieira vem do lado feminino, e do Ramalhal.

Fica para uma próximo a descrição mais em pormenor, mas o apelido Marquez, ou Marquês, um deles acima referido, deve derivar de uma “alcunha”, pois são todos filho do referido Manuel Joaquim (478), são todos primos destes com o apelido Paulo.