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sexta-feira, 24 de agosto de 2018

O Apelido Severino, na Freguesia de Campelos, Torres Vedras


A maioria dos habitantes da freguesia de Campelos com o apelido Severino descendem de Severino Damião (703), era Almocreve, filho de José Damião e de Felicidade da Conceição, ambos da actual freguesia da Silveira, Torres Vedras, casados por volta de 1850, viveram nos Casalinhos de Alfaiate, e foram pais de pelo menos 5 filhos, entre 1850 e 1860. Sabemos de 4 filhos que casaram e viveram todos próximo de Campelos:
            1 - Sebastião Severino, nasceu em 1850, casou em S. Pedro da Cadeira com Mariana da Conceição, viúva, Exposta ou Engeitada da Roda de Lisboa, foram pais de Carlos João, nascido a 1886, em Campelos, casou duas vezes, com Beatriz da Luz e com Maria Alegria, foi pai de: Beatriz da Luz, David Severino e Luís Carlos Severino, todos nascidos em Campelos, entre 1916 e 1927.
            2 - Maria da Nazaré (1555), nasceu em 1853, casou em 1876, em S. Pedro da Cadeira, com Ponciano Filipe, ou Passiano Filipe, Exposto ou Engeitado da Roda de Lisboa, nascido em 1844, criado por ama da freguesia do Carvalhal, Bombarral. Foram pais de pelo menos 12 filhos, nascidos nos Casalinhos das Oliveiras, Campelos, e Quinta do Bom Sucesso, entre 1877 e 1897, deste casal os filhos ficaram com o apelido Paciano.
            3 - Maria do Nascimento (45), nascida em 1855, casou em 1873, na Igreja de Santa Maria, Torres Vedras, com Manuel Francisco (43), nascido no Casal do Rocio, Campelos, onde ficaram a residir e foram pais de 8 filhos, nascidos entre 1874 e 1891, na sua maioria com o apelido Francisco.
            4 - João Severino, nascido em 1857, casou em 1888, na Igreja de Santa Maria, Torres Vedras, com  Maria das Dores (1567), natural dos Casalinhos de Alfaiate, viveram em Campelos, onde foram pais de 11 filhos, nascidos entre 1887 e 1912, dos quais 4 continuam com o apelido Severino:
Luís Severino, desconhecemos se há descendência.
Joaquim Severino, casou com Maria da Purificação e em Campelos, entre 1927 e 1931, foram pais de: Graciano Severino; Noémia Severino, e Maria Alice Severino.
Laurentino Severino, casou com Florinda Maria, e em Campelos, entre 1927 e 1940 foram pais de: dois José Laurentino Severino, ambos falecidos em bébés; Maria Carmelinda Severino, Patrocínia Severino, Filomena Severino, Adelaide Severino, e António Severino.
Carmelina Severino, casou em Torres Vedras, com João Cardoso Menezes, barbeiro, e foram pais de Filomena Menezes, falecida em Agosto de 2018.
Na freguesia de Campelos há mais pessoas com o apelido Severino, todos descendentes de outros Severinos, do Severino Luís, do Severino Martins, e do severino Rodrigues.
Severino Luiz (5436), Exposto do Hospital de Lisboa, Casou em 20/9/1858, em S. Lourenço dos Francos, com Gertrudes da Conceição, das Matas, Lourinhã, residiram na Marteleira, e tiveram pelo menos 8 filhos, sabemos que 6 casaram e tiveram descendência naquela localidade ou noutras próximas, e uma neta nascida na Ribeira de Palheiros, a Ilda Severino, casou em 1926 com Adriano Faustino e foram pais de pelo menos 8 filhos, nascidos nos Casalinhos das Oliveiras.
Severino Martins (1279), filho de José Martins, e de Maria da Conceição, nasceu em 1853, no Casal de S. Gião, Campelos, casou a 1ª vez em 1874, com Mariana Luiza, do Casal da Amieira Pequena, Campelos, viveram em Campelos, e foram pais de 8 filhos, nascidos entre 1875 e 1897, há um descendente que usa o apelido severino, o António Severino Martins, que casou com Ermelinda da Piedade, dos Casais do Rijo, e é nesta localidade que são pais de 4 filhos, nascidos entre 1917 e 1939, Severino Martins Santos, Mariana dos Santos, Maria Severino dos Santos, e Francisco Severino Martins.
Severino Rodrigues (837) nasceu em Setembro de 1795 nos Casal das Oliveiras, casou em Santa Maria, Torres Vedras, a 7/6/1819, com Isabel da Conceição, dos Casais do Rijo, moraram no Casal das Oliveiras, e foram pais de pelo menos 9 filhos, entre 1820 e 1843, dos quais dois ficam com o apelido Severino; o Manuel Severino (865) nascido em 1820, casou em 1843 com Gertrudes Piedade, da Ribeira de Palheiros, e forma pais de pelo menos 6 filhos, e destes continuaram com esse apelido o António Severino (881), que casou e ficou a morar na Ribeira de Palheiros e o Joaquim Severino, que casou e ficou a morar no Casal Moinho, Moita dos Ferreiros.


Este apelido está também publicado neste Blog, na postagem II - Continuação da publicação de alguns apelidos da freguesia de Campelos, Torres Vedras, que vai no 37º apelido publicado.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Apelido Ramos, na freguesia de Campelos

Os apelidos Ramos, na freguesia de Campelos, Torres Vedras, excepto casos pontuais, têm genericamente origem em Papagovas e Cabeça Gorda, sendo a larga maioria desta última localidade, e é sobre estes que primeiro vamos escrever.
Quando no dia 18 de Abril de 1886 nasceu na Cabeça Gorda o 3º filho do Casal António Joaquim, e Maria da Piedade, e que foi baptizado na Igreja de S. Lourenço dos Francos no dia 5 de Maio, com o nome de Manuel, decerto não esperariam os seus pais que ele e seus descendentes usariam o apelido “Ramos”
Desconhecemos quando se terá oficializado o uso deste apelido. A quando do casamento, realizado na Igreja de Santa Maria do Castelo, em Torres Vedras, no dia 28/4/1909, entre o referido Manuel Joaquim, então com 23 anos, e Maria da Piedade, com 22 anos, natural de Casais do Rijo, filha de António Martins e de Joaquina da Conceição, ainda não há uso do apelido Ramos, sendo provável que o noivo já fosse conhecido por Manuel Joaquim “Ramos”.
Provavelmente foram só os filhos desta família que começaram a usar formalmente o apelido “Ramos”.
Este apelido deverá dever-se ao facto do dia de nascimento do Manuel Joaquim, o dia 18 de Abril de 1886 ser o Domingo de Ramos daquele ano, conforme se pode verificar nos calendários hoje facilmente disponíveis na net.
O Manuel Joaquim “Ramos” e a Maria da Piedade foram pais de pelo menos oito filhos:

Luísa da Piedade, Joaquina, António Joaquim Ramos, Palmira da Conceição, Celeste da Piedade Ramos, Maria da Anunciação, Florentina da Piedade Ramos, e João Ramos.  

Sobre o apelido “Ramos” oriundo de Papagovas, ele surge-nos após o casamento realizado na Igreja de S. Lourenço dos Francos, em 10/6/01877 entre  Joaquim Ramos, de 24 anos, natural do Sobral, Lourinhã, filho de António Ramos e de Josefa da Conceição, com Maria José, de 22 anos, natural da Moita dos Ferreiros, moradora nas Papagovas, filha de Manuel Luís e de Jesuína da Conceição.
Desta Família nasceram em Papagovas 12 filhos:

Francisco Ramos, Joaquim Ramos Junior, António, Maria da Conceição, José, Ricardo, Luiz Ramos, Jesuína, Daniel, José, Augusto Ramos, Adriano Ramos.

domingo, 16 de outubro de 2016

Apelido Paulo, na freguesia de Campelos


O apelido Paulo, na freguesia de Campelos, Torres Vedras, frequente sobretudo na Cabeça Gorda, mas com um ramo também no Casalinho das Oliveiras, tem a sua origem possivelmente na mesma pessoa o Paulo Vieira (481), nascido em 1764, nos referido Casalinho, donde a mãe era natural, e o pai dali próximo, do Casal das Quintas.
O Paulo Vieira (481) nascido no Casalinho da Oliveiras, S. Maria, Torres Vedras, casou em 1788 com Helena Maria (482), dez anos mais velha, natural da Marteleira, deste casamento nasceram pelo menos 3 filhos, a Maria Isabel (479), a Domingas Maria (1091) e o Manuel Paulo (1092), que constituíram família e viveram por aqui perto.
1 - A Maria Isabel (479) nascida em 1789, casou  em 1810 com Manuel Joaquim (478), viveram em Casais do Rijo, foram pais de pelo menos 12 filhos, dos quais destaco, (por ter interesse para a continuação deste apelido Paulo) o José Joaquim (Marquez), e o Paulo Joaquim (1263).
O José Joaquim (Marquez) nasceu em 1830, casou em 1858 com Carlota do Nascimento, natural do Casal da Charneca, S. Maria, Torres Vedras, e com Maria Roza (5977) em 1900. do 1º casamento nasceram 10 filhos,em Casais do Rijo, Campelos e Cabeça Gorda, um deles o Paulo Joaquim (2777), em 1869. Este Paulo casou em 1894 com Josefa Maria (2434), da Amieira Grande, viveram na Cabeça Gorda, onde nasceram pelo menos 7 filhos, três dos quais com o apelido “Paulo”, o António Paulo (3520), o José Paulo Joaquim (3361), e o João Paulo (3358), dos quais há vários descendentes com este apelido.
O Paulo Joaquim (1263), nascido em 1834, irmão do anterior, tio do outro Paulo Joaquim (3361), casou em 1874, com Joaquina da Conceição (3305), natural dos Casais das Campainhas, foram pais de dois filhos (ele faleceu em 1885), um deles o Manuel Paulo (3306), nascido em 1875 nos Casais do Rijo, casou com Delfina da Conceição (5095), natural da Cabeça Gorda, onde viveram, foram pais de pelo menos 5 filhos, o Joaquim Manuel Paulo, António Paulo (Cruz), Manuel Paulo (6859), José Paulo, e Maria Delfina, dos quais há vários descendentes com o apelido Paulo.
2 - o Manuel Paulo (1092) nasceu em 1797, casou em 1839 com Eufrazia da Conceição (1773), natural do Casal Junceira, da Moita dos Ferreiros, viveram no Casalinho das Oliveiras e foram pais de pelo menos 8 filhos, dos quais pelo menos o José Paulo (1777) e o Francisco Paulo (1778), deixando descendência com este apelido.
Assim podemos concluir que ambos os ramos com apelido Paulo terão a sua origem na mesma pessoa o Paulo Vieira (481) este apelido vieira vem do lado feminino, e do Ramalhal.

Fica para uma próximo a descrição mais em pormenor, mas o apelido Marquez, ou Marquês, um deles acima referido, deve derivar de uma “alcunha”, pois são todos filho do referido Manuel Joaquim (478), são todos primos destes com o apelido Paulo.

Apelido Caetano, na Freguesia de Campelos.

Caetano

Na área da freguesia de Campelos, Torres Vedras, até 1945 eram três as origens dos apelidos Caetano.
De um desses ramos desconhecemos a origem, mas em 1949 foi baptizado, já nesta freguesia uma criança com o apelido Caetano, filha de Francisco Caetano, mas não registámos origem dos pais, nem temos mais informação.
Os outros dois ramos com apelido Caetano:
Um são os descendentes de Caetano Ferreira (1068), natural e residente em vale de Lobos, nasceu em 1793, casou duas vezes, foi pai de pelo menos 12 filhos, sabemos de um deles, o José Caetano (12429) que ficou com o apelido Caetano, mas é do filho Joaquim Ferreira (1037), nascido em 1824, e que veio a casar com Maria da Conceição (1059), natural de Casais do Rijo, onde a família se fixou, e mais tarde em Campelos, são pais de pelo menos cinco filhos, dois deles com o apelido Caetano, o João Caetano (2105), nasceu em Campelos em 1855, casou e viveu em Miragaia, e o António Ferreira Caetano (1070), nascido em Casais do Rijo, em 1847, casou com Maria da Conceição, natural do Vimeiro, fixaram residência na Cabeça Gorda, e foram pais de pelo menos 10 filhos, em que alguns ficaram com o apelido Caetano Ferreira, parecendo-nos que hoje ninguém mantém este apelido.
Assim das famílias mais antigas da freguesia, segundo o nosso conhecimento,  só uma delas continua a manter o apelido Caetano, são os descendentes de Caetano Francisco (21910), pai de António Caetano (4799) nascido em Lapaduços, Vila Verde dos Francos, Alenquer, e avô de Sebastião Caetano (2073), nascido naquela freguesia, casou com Isabel de Jesus (1408), natural de Campelos, onde passaram a viver e foram pais de pelo menos três filhos, um deles o José Caetano (2077) nascido em 1907, casou em Campelos em 1931, e teve pelo menos dois filhos, sobreviveu o António Caetano (5159), cuja descendência mantém vivo o apelido Caetano.

domingo, 26 de junho de 2011

Documento do Sec XVIII, pedido dos moradores dos Casais das Albergarias, Rijos, Giesta e quinta do Campelo

Documento do Sec XVIII, pedido dos moradores da actual freguesia de Campelos, para serem fregueses de S. Lourenço dos Francos.
Este documento está transcrito no livro de registos de baptismos nº2 da Paróquia de Santa Maria do Castelo, de Torres Vedras, na pagina 145.
Provisão, porque se desamparam os Moradores dos Casais das Albergarias, Casais dos Rijos, quinta do Campelo, e casal da Giesta, que serão desta freguesia de Santa Maria do Castelo para a de S. Lourenço dos Francos, termo da vila da Lourinhã

D. João de Sousa por mercê de Deus, e da Santa Sé Apostólica, Metropolitano Arcebispo de Lisboa, do Conselho de Estado de ElRey, meu Senhor ……….
Aos que esta Provisão virem fazemos saber que havendo respeito aos que por sua petição nos enviarão dizer os Moradores dos Casais das Albergarias, Casais dos Rijos, quinta do Campelo e Casal da Giesta, fregueses da freguesia de Santa Maria do Castelo da vila de Torres Vedras significando nos o muito  trabalho, e detrimento que padecem com a distancia, que dos sobreditos  Lugares à sobredita freguesia he mais de duas léguas, ficando-lhes na passagem dois caudalosos rios, o que lhes impede a boa administração dos Sacramentos, e a distancia da igreja, por cuja causa desejavam agregarem-se à freguesia de S. Lourenço dos Francos, termo da vila da Lourinhã por lhes ficar mais perto dos ditos Casais em distancia de um quarto de légua somente ficando obrigados a pagarem sempre os dízimos e direitos Paroquiais aos Priores de Santa Maria do Castelo de Torres Vedras, cujo Prior actual sendo ouvido, como também por sua informação, e o Vigário da Vara do mesmo distrito, Acordam de nossa zelação, com que nos conformamos, e havemos por bem que os moradores dos Sobreditos Casais, fregueses de Santa Maria do Castelo o fiquem sendo de hoje  em diante da freguesia de S. Lourenço dos Francos a que novamente os anexamos sem prejuízo dos Direitos Paroquiais devidos aos Priores de Santa Maria do Castelo de Torres Vedras na forma que os subscritores pedem, seja …registara no …do registo da Câmara. Dada em Lisboa sob o nosso selo e sinal aos 13 de Fevereiro de 1719 (ou 1709?). Foi tirada da própria que se acha em S. Lourenço dos Francos. Passada por certidão Pelo Reverendo Cura dela Joaquim Ferreira da Costa, aos 3 de Dezembro de 1749. O que atesto, o Coadjuctor o padre Antonio Ribeiro
Há uma nota, lateral ao documento que diz que são alguns 18 moradores desanexados, (devendo possivelmente aqui entenderem-se por 18 famílias).