quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

I - Alguns apelidos da Freguesia de Campelos, Torres Vedras, suas origens (Damas, Luis, Lopes, Severiano, Veloso, Antunes, Maia, Tomé, Neto, Nunes, Martins, Barreto, Junceira, Macieira, Lourenço, Machado, Leonardo, Faustino, Baptista, Félix, Matias, Amaro, Vicente, Carreira, Diogo, Calixto, Zeferino, Bento, Xavier, Santos, Andrade)

 Este é o 1º grupo de apelidos, que por limitação deste espaço continua num 2º grupo, também disponível no Blog
Com base nos dados da recolha geneológica por mim efectuada, que vai já com mais de 22.000 nomes inseridos, recolhidos no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, assim como noutros locais, e uma parte já via online, pois os registos paroquiais de Torres Vedras e Lourinhã já estão disponíveis, e felizmente outros vão surgindo.
Grande parte do levantamento é da Igreja de S. Lourenço dos Francos, que pela sua proximidade, era onde a maioria dos nossos antepassados realizavam os seus actos religiosos.
Os números que estão entre parentessis são da base de dados, têm a ver com a ordem de entrada e servem aqui para minha orientação.
Os limites temporais são desde os registos existentes, de finais do século XVI (poucos), a 1945, data da criação da freguesia de Campelos.
Irei colocando apelidos, primeiro os que me merecem menos dúvidas, e, dependendo do tempo disponível.
Começo por um dos meus apelidos:

1 - Damas:
A quase totalidade dos apelidos Dâmaso, e Damas, são possíveis de afirmar terem a sua origem, num nome próprio o nome “Dâmaso”, com as suas origens no Ramalhal, descendentes de Dâmaso de Oliveira (39).
Este Dâmaso de Oliveira nasceu em Monsanto, Alcanena, Torres Novas, em 1828, e faleceu com 59 anos, no Ramalhal, em 1887. Casou com Gertrudes dos Prazeres (40), natural do Ramalhal, em 1870, tiveram nove ou mais filhos, dos quais conhecemos seis que se casaram e tiveram filhos em Campelo, Ribeira de Palheiros, Casal da Amieira, e Ramalhal.
Alguns descendentes ficaram logo só com o apelido Oliveira, outros Dâmaso de Oliveira, e outros ainda só Damas, ou Dâmaso
Encontramos na minha base de dados 224 pessoas com parentesco relacionado com este Dâmaso de Oliveira.

2 - Luís:
É o apelido de uma das maiores famílias radicadas em Campelos, e que derivam das primeiras que por aqui se terão radicado, e tem uma relevância especial por um elemento da mesma ter efectuado a remissão do foro que era do Convento da Graça, e assim passar a ter a posse plena de muitos hectares de terreno.
Julgamos que este apelido “Luís” vem do Luís Manuel que viveu entre 1743 e 1811, nasceu em Campello, filho de Luís Francisco e Anna Francisco, casou em 15/6/1783, com Luiza Maria, natural de Casais do Rijo, filha de André Duarte e de Sebastianna Maria.
O Luís Manuel (58), (filho de Luís Francisco (120), e a Luiza Maria tiveram 8 filhos, três destes morreram em criança, os outros 5, três mulheres e dois homens casaram, estes dois seguem com o apelido “Luís”, o António Luís e o Joseph Luís, seguem-se três netos com o mesmo apelido, o António, o José e o Manuel.
Mas falemos do António Luís, que fez história, ao adquirir a posse plena das terras, julgamos que em em 1851.
Sabemos  que o Gaspar Campello, em 1587 possuía a Quinta de N. Senhora da Paz, pelo documento em que solicita para dizer missa na ermida da referida Quinta, e transcrito, no livro “Memória e história da Paróquia de Campelos”, mas não conseguimos acompanhar as transacções até aos dias de hoje na sua totalidade , só temos certezas em relação a metade, a que veio a pertencer ao Convento da Graça, vejamos o retirado do livro Subsidio para a Investigação Histórica de Portugal, de Augusto Botelho da Costa Veiga, nas notas do Tabeliam João Carvalho, do anno de 1632 lemos : 1632 Arrendamento de Manuel Vieira Cardoso, da ilha 3ª da sua metade da qtª do Campello, em Torres Vedras e declara ser a outra metade dos frades da Graça, por partilhas em 19 de outubro .
No texto da décima de 1764, na Vintena de Vila Facaia, Freguesia de S. Lourenço  do Ramalhal, onde estão incluídos alguns Casais pertencentes à Freguesia de Santa Maria, da Vila de Torres Vedras, a que a actual área da Freguesia de Campelos pertencia,    confirma-se o pagamento do foro ao Convento da Graça, “O Casal do Campello”             Manuel Esteves, Lavrador, tem hum prazo que consta de terras lavradias e mattos, de que paga de foro aos frades da Graça desta Vª de Torres Vedras 20 alqueires de trigo e 20 de sevada. As terras que semeou de trigo produzem 30 alq. as que semeou de Segunda ... alq. Tem huma terra ao val ( Jazainto ?) de que paga de foro a José Luis.-$169. A outra terra ficoa de campo. Tem huma terra ( propria ‘) neste casal que ficoa de campo, mais hum bocado de janinho que produz 3 almudes - $014. Traz de aluguer huns bois de José Henriques, por 2 alq. de trigo ..-$240.
Na mesma Vintena de Vila Facaia, décima de 1830 já é o António Luís foreiro do Convento da Graça “ 46 - Antonio Luis tem fazenda foreira aos padres da Graça em 40 alqueires de paem meado e produz 30 do mesmo e ¼º de vinho    ..... e pello útil nada.
A remição deste foro efectuou-se ao Governo, por António Luís, após a extinção das ordens religiosas no século XIX.
Fomos encontrar no Arquivo da Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras a escritura do empréstimo efectuado para a remição do foro ao Convento da Graça, que passamos a resumir: ....No anno do nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil oitocentos e cincoenta e hum, em os dezoito  dias do mês de Agosto, nesta Villa de Torres Vedras, na Casa do Despacho da Irmandade da Misericórdia aonde  eu Tabellião vim ahi estavão presentes de uma parte como credores o Provedor da dita irmandade o Exmº Doutor José Eduardo César e os mais irmãos da Mesa, no fim desta apsignados, e de outra parte António Luís e sua mulher Antónia Maria e como seus fiadores .....pagadores Francisco Gomes e sua mulher Gertrudes Maria, moradores no Casal das Oliveiras, deste Concelho, que conheço pelos próprios e sendo presentes  testemunhas perante ellas me foi dito pelos referidos António Luís e sua mulher que eles são senhores e possuidores do domínio útil de hum prazo denominado o prazo da Graça, por Ter sido foreiro do extinto convento da Graça desta villa em 40 alqueires de pão meado trigo sevada 3 carradas de sepa, 4 feixes de junco e 4 frangos, e hoje se pagão este foro à Fazenda Nacional, com menos a redução da quarta parte, segundo a disposição da Lei, e querendo elles aproveitar a ocasião de remir este foro, para isso precisando tomar a juro da Lei a quantia de trezentos mil reis, e para este fim pedirão ao dito Provedor e mais Irmãos lhes concedessem; e estes atendendo ás informações  que ouvirão sobre a pretensão delles suplicantes devedores lhe deferirão, ordenando por despacho.............e logo que se fassa a dita remição se lavrará nova escritura.......e da confirmação e ratificação da hipotheca do prazo remido, visto que agora lhe hipothecam sem a competente licença da senhoria directa por dificuldades que há na concessão de tal licença............que fica vencendo o juro de cinco por cento ao ano,  a contar da data della em diante........o dito juro paga tudo em dinheiro de metal, ou demais  quanto lhe corresponde à moda de metal de hoje corrente.......elles devedores obrigão geralmente seus bens havidos e por haver, com excepcial hipotheca dos prédios seguintes = Huma propriedade de casas sitas no lugar dos Campelos aonde devedores assistem que contão de casas de abitação,  adega, palheiros e corraes, as quaes partem do Norte com José Luís, nascente com o dito prazo delles devedores, Sul e Poente com serventias. Mais outra propriedade de casas sitas no lugar de Casaes dos Rijos as quaes constão de cinco casas com seus logradouro hum Arneiro? Pegado, que tudo parte do Norte com casaes Nova ?  de Manuel Francisco dos Casaes dos Rijos, Sul e poente com Joaquim Apolião, Nascente com Maria Rodrigues , viúva Isidorio ? Antunes dos Casaes dos Rijos. Mais o domínio útil do dito prazo já..... no principio desta, o qual consta de vinhas, terras, e mattos, chamado o Casal dos Campellos, ou prazo da Graça, que parte do norte com fazenda do Casal do Pestana .Sul e nascente com fazenda da Quinta da Bogalheira, e do poente com Rigueira grande......fiadores e principais pagadores, os ditos Francisco Gomes e sua mulher Gertrudes Maria os quaes sendo neste acto presentes foi dito se davão e ficavão por fiadores e principais pagadores dos ditos devedores.........e por haver com expecial  hipotheca de huma propriedade de terra, vinha e matto, tudo pegado chamado o Val da Quinta, no limite do lugar dos  Campellos que he livre e parte do norte com fazenda de João Vieira do Casal das Oliveiras, do Nascente com Francisco Ferreira da Ribeira de Palheiros, do sul com Manoel Lopes dos Campellos, e poente com António Xavier da Ribeira de Palheiros. Todas estas propriedades sitas dentro dos limites da Freguesia de Santa Maria  do castelo desta vila e do Concelho da mesma vila.........
A grande maioria dos foros passavam de pais para filhos, fomos ver os nossos registos para perceber melhor como se terá processado neste caso.
Não vemos uma ligação directa, mas manteve-se na mesma família, vejamos a relação:
Tínhamos em 1764 como foreiro o Manuel Esteves, e em 1830 o António Luís.
Em principio o Manuel Esteves (168), é o que morreu em Campello em 1767, com 55 anos, era filho de Francisco Esteves (159) e de Marianna Vieira (160), casou com Maria da Conceição (173), tiveram 7 filhos dos quais 3 sabemos terem casado, o Manuel Esteves (172), a Luiza Maria (177), e a Roza Maria (179). Como o seu filho mais velho o Manuel Esteves ( 172) tinha 14 anos quando o pai faleceu, talvez a mãe não tenha dado continuidade, ou então sim e depois este seu filho, há um interregno em que não temos informação. Se este último Manuel Esteves assumiu mais tarde o foro, talvez não tenha tido continuidade por o seu filho varão João Esteves (193) ter casado na Moita dos Ferreiros.
Ao certo sabemos que o António Luís (50)  era sobrinho neto do Manuel Esteves (168) que tinha o foro em 1764, neto de sua irmã Anna Francisca (121), que casou com Luís Francisco (120).
São mais de 4.500 as pessoas desta base de dados que têm parentesco com este António Luís, daqui vemos a importância e a descendência deste individuo.

3 - Lopes:
A grande maioria das pessoas com o  apelido Lopes, descendem de João Lopes  (728), da Amieira Grande, próximo de Cabeça Gorda.
Este Casal da Amieira durante muito tempo era mesmo conhecido por Amieira do João Lopes, pois durante várias gerações era sempre um João Lopes que aí morava.
Este João Lopes (728) foi pai de João Lopes (909), em 1673, e este pai do Joam Lopes ( 171), em 1702, a filha deste, Maria Martins, teve também um filho João Lopes (1000), em 1770, que por sua vez teve um filho João Lopes (2218), em 1795, todos na Amieira Grande.
O nosso primeiro João Lopes (728) teve com a Maria Henriques (729) nove filhos, entre 1670 e 1687,  dos quais quatro sabemos que casaram e tiveram descendência, conhecemos 23 netos.
Só um dos filhos continuou com o apelido Lopes do pai, os outros seguiram com o apelido da mãe Henriques.
Deste João Lopes encontramos neste nosso estudo mais de 5500 pessoas com relações familiares a ele.
A Amieira Grande é, no nosso actual conhecimento o Casal mais antigo da actual área da Freguesia de Campelos, pois da leitura do documento datado de 1309  sobre Torres Vedras, publicado por Harold B. Johnson,  seguindo o percurso dos inquiridores, parece-nos  que o Casal da Ameeyra dos Pobres corresponde à Amieira Grande, pela proximidade de Vila Facaia e pela inexistência na proximidade de outra Amieira.

 
4 - Severiano:
Não sendo uma das mais antigas famílias de Campelos, é uma das grandes, e a merecer destaque por dela fazer parte o individuo que mais contribuiu individualmente, (que se saiba), para o aumentar a população, com os seus 24 filhos.
O Joaquim Severiano, terá nascido em 1849, pois no seu casamento, em nove de Fevereiro de 1876 diz ter 27 anos, é filho de Manuel dos Santos, ou Manuel Severiano, natural de Arneiro, Aldeia Galega, Alenquer, e de Mariana Luisa, natural de Campelos, Santa Maria, Torres Vedras.
Este apelido “Severiano”, tão vulgar nestas terras tem origem num nome próprio, o de Severiano dos Santos, também de Arneiro,  Alenquer, avô paterno deste Joaquim Severiano.
O Joaquim Severiano casou 3 vezes, a primeira como vimos em 1876, com Josefa da Piedade, a 2ª a 9/8/1882 com Maria da Luz, e a 3ª vez emm 25/7/1891, com Justiniana da Piedade.
Com a Josefa da Piedade foi pai de 5 filhos, com a Maria da  Luz de 8 filhos, e com a Justiniana  da Piedade de 11 filhos.
A destacar o ano de 1890, em que foi pai de 4 filhos, trigémeos da Maria da Luz e outro já da que iria ser a sua última esposa, a Justiniana da Piedade. Dos trigémeos duas meninas e um menino, este morreu com 6 meses, a Antónia com 6 anos e só chegou a adulta a Palmira da Luz, que casou em 1917 com Jerónimo Augusto Franco.
Alguns descendentes dizem que ele teve 27 filhos, mas só encontrei o baptismo, ou registo destes 24.
Como é normal destes filhos, nem todos sobreviveram, alguns morreram com tenra idade, mas também houve quem tenha vivido até aos 100 anos, a Jesuina da Piedade (1893-1993).
Encontrámos doze dos seus filhos casados e com descendência, é pois natural a família dos Severianos ser muito grande, e se juntarmos a estes os filhos dos 2 irmãos (Manuel e José) do Joaquim Severiano, que também por aqui ficaram a viver, ainda crescem mais alguns.
No nosso levantamento, que na generalidade vai até 1945, conhecem-se 48 netos, muitos ainda vivos.
Há derivações deste apelido para Cipriano
O Joaquim Severiano, em 1886 era logista.
Cerca de 4.700 pessoas, da minha base de dados, tem parentesco com este Joaquim Severiano.

5 - Veloso
Este apelido, em Campelos, é oriundo do Sarge, Freguesia de Santa Maria e S. Miguel, o primeiro individuo que encontramos, é João Veloso (22), natural daquela localidade, que casou em 1849, com Maria Emília (23), nascida em Campellos, tiveram 11 filhos, dos quais sabemos que quatro se casaram, e tiveram em conjunto 32 filhos.
O João Veloso é filho de João Baptista Veloso (135) e de Anna Maria (136), e é um apelido quem vem do lado materno, da sua avó Catherina Assunpção (10827), que era filha de Dionisio Veloso (10832), que foi baptizado em 1680 na Igreja de Matacães, filho de Manuel Veloso (11876), de S. Mamede da Ventosa, e de Lourença da Silva (11877), que casaram nesta paroquia em 1667. Os pais do Dionizio, pelos nomes dos padrinhos dos 4 filhos que baptizaram em Matacães, ele deve ter sido caseiro na Quinta Nova, ou outro cargo de confiança.
Há na nossa base de dados cerca de 268 pessoas com relações de parentesco com estes  Velosos


6 - Antunes
É um apelido dos mais antigos na área deste nosso estudo, presente na generalidade das terras, não sendo pois possível identificar a sua origem, apenas vamos deixar algumas notas sobre o mesmo.
O registo mais antigo que encontrámos deste apelido é de Maria Antunes (8629), casada com Lopo Gil (8628) residiram em Casal dos Rijos, ou Quatro Sobreiros, conforme o local dos registos, em Santa Maria, ou S. Lourenço dos Francos, o primeiro filho conhecido Violante (8627) nasceu no ano de 1600, em Quatro Sobreiros. Não conseguimos dar continuidade a esta família, apesar de conhecermos 4 filhos.
O segundo mais antigo é João Antunes (8661), casado com Maria Anriques (8662), que viveram na Meeira, da Amieira da Caldeira, com registo em S. Lourenço do Ramalhal de seu filho Sebastião (8660), no ano de 1607, também conhecemos 4 descendentes, mas desconhecemos a continuidade.
Também na Amieira Pequena, que pertencia à Paróquia do Vimeiro, houve várias gerações com o apelido Antunes.
A maioria deste apelido descende de Manuel Antunes (688), que viveu no Casalinho, junto a Ribeira de Palheiros, casou com Maria Duarte (689), dos quais se conhecem  3 filhos, casados, com continuidade em Casal do Grilo o Manuel Antunes (651), que casou com Maria Henriques (652), da Carrasqueira, e tiveram cinco filhos, o primeiro dos quais em 1728.
Deste ramo encontramos cerca de 3500 pessoas, na nossa base de dados, com parentesco com aquele Manuel Antunes (688).

7 - Maia
O apelido Maia não é claro como surgiu, pois a primeira vez que o encontramos, parece ser tipo alcunha, em Manuel Francisco, maia, (258), filho de Antonio Francisco (257), que era exposto da Roda de Lisboa, outra hipótese é este António Francisco ter vivido enquanto criança na casa de alguém que tivesse aquele apelido. Também não vem pelo lado da mãe,  que é Clementina Emilia (251), cujos pais e avós têm outros apelidos.
Certo é que na nossa Freguesia de Campelos os que têm apelido Maia são descendentes daquele Manuel Francisco maia (258), nascido em Campelos, em 1880, casou em 1906 com Luzia da Conceição (3582), tiveram 7 filhos, e só um deles ficou com aquele apelido, o Joaquim Francisco Maia (4020), nascido em 1906.
No entanto alguns descendentes voltaram a ir buscar este apelido, (Antonio Maia dos Santos)e outros eram conhecidos com esse apelido, mesmo não o tendo como era o caso do António Francisco Martins, conhecido por Antonio Maia, ou ultimamente por brasileiro.
Na nossa base de dados encontramos 41 pessoas relacionadas com aquele Manuel Francisco maia (258).

8 - Tomé
O apelido Tomé, na freguesia de Campelos, teve origem em Tomé Joaquim  (34), nascido no Ameal, Ramalhal, em 1829, filho de pai incógnito e de Sebastianna Maria (954), (filha de Joaquim Ribeiro e de Joaquina Andrade), casou em Campelos, em 1858, com Maria da Piedade (629), tiveram 10 filhos, dos quais 9 casaram e tiveram descendência.
Na base de dados temos 318 pessoas relacionadas com este Tomé Joaquim (34), mas serão muito mais os descendentes, pois lembramos que a pesquisa incidiu até 1945, data da criação da Freguesia de Campelos, e só pontualmente, em contactos directos com as pessoas é que se foi acrescentando.

9 - Neto
Este apelido, tanto em Campelos como em Cabeça Gorda, provém do mesmo individuo, o Joaquim Francisco Neto (2130), que viveu no Casal da Amieira Pequena, freguesia do Vimeiro, de onde parece ser natural, casou com Luiza Maria, tiveram pelo menos 5 filhos, nos anos de 1838 a 1854.
A filha Maria Bárbara casou e viveu no Casal da Amieira Grande, o filho José Joaquim Neto ficou a viver no Casal da Amieira Pequena, a Gertrudes da Piedade e o Antonio Joaquim Neto (1551) casaram e foram  viver nos Casais do Rijo, e a Mariana Luzia casou e foi viver para os Campelos.
A maioria das pessoas com apelido Neto, em Campelos, são descendentes de Joaquim Neto (1636) filho do Antonio Joaquim Neto (1551), que casou com Rosa da Conceição (1740) em 1911, e terão dado origem ao que hoje é a Rua dos Netos, e outrora se chamava Casal dos Netos. Este Joaquim Neto (1636) teve pelo menos 8 filhos, que casaram e tiveram descendência.
Encontramos na base de dados 512 pessoas com relações familiares com o Joaquim Francisco Neto (2130), que serão hoje bastante mais, pois o nosso estudo em regra só vai até 1945, data da criação da freguesia


10 - Nunes
Os Nunes, de Campelos são na sua grande maioria descendentes de Aniceto Nunes (9088), que morou no Casalinho, Bombarral, casado com Joaquina Maria (9089) tiveram pelo menos quatro filhos,  o Joaquim Nunes (3647), a Maria da Assunpção, o Fernando Nunes e o Marcelino Nunes.
O Joaquim Nunes  casou e viveu, pelo menos em parte da sua vida,  no Casal do Rosário, Bombarral, mas a sua filha Maria das Dores (3646) casou com o Antonio Baptista (1848) do Casalinho das Oliveiras, onde teve 9 filhos (nenhum com apelido Nunes).
O Fernando Nunes e a Maria da Assunpção casaram  e viveram no Casalinho, Bombarral, sabemos pelo menos de um filho cada,  mas não continuámos a pesquisa.
O Marcelino Nunes casou e viveu no Casal da Boavista, Bombarral, teve pelo menos 4 filhos, entre os quais a Antónia do Carmo (2542), casou em 1857, com Antonio Martins (1278) natural do S. Gião, Casal que existia junto à Quinta do Bomsucesso, terão vivido vários anos no Casal da Boavista, Bombarral, onde nasceram pelo menos 4 filhos, a Antónia do Carmo deve ter falecido, e com o 2º Casamento, em 1874, o António Martins (1278) veio viver para Campelos.
Desta união da Antónia do Carmo (2542) com o António Martins, dois dos seus filhos, (parece que um era o Zé pequeno e outro o Zé grande) o José Martins (2539) e o José Martins Nunes (2567) casam em Campelos, e é este ultimo que dá a continuidade ao apelido Nunes, casou com Justina Rosa (2568) e tiveram 11 filhos, em que pelo menos 6 casaram e tiveram descendência.
Registamos 122 pessoas relacionadas com o Aniceto Nunes (9088)
Há também o apelido  Nunes Diogo, estes oriundos de Monte Redondo, Torres Vedras

11 - Martins
Martins é um apelido muito antigo, penso que pelo menos na nossa região, na Freguesia de Campelos é um dos que surge no inicio da nossa pesquisa, princípios do Sec XVI.
As principais origens no que encontrámos estão em 4 pessoas:
Maria Martins (8749); João Martins (5134); Bartolomeu Martins (1974) e José Martins (1219), esta ordem tem a ver com a quantidade de pessoas que na base de dados se relacionam com estas pessoas, e que são respectivamente: 3494, 2322, 2267,2127, 451. Mas a maioria das actuais pessoas com o apelido Martins descendem de Bartolomeu Martins (1974) , e de José Martins (1219)
O Bartolomeu Martins (1974) nasceu em Reguengo Grande, casou em 1709, em Torres Vedras, com Maria Rodrigues (1975) que nascera em 1692, no Casal das Albergarias de Cima (actual Quinta das Albergarias), ele morava ali próximo, no S. Gião (próximo da Quinta do Bonsucesso), ficaram a viver nas Albergarias, e tiveram pelo menos 7 filhos, e temos conhecimento de 4 que casaram e tiveram descendência, dois deles nas Albergarias, e só estes dois tiveram 15 filhos.
Outra parte significativa dos Martins descendem de José Martins (1219), que era exposto do Real Hospital de Lisboa, casou com Luiza da Conceição, das Quintas, filha de Joam Vieira e de Joanna Maria, viveram em Campelos, e tiveram no mínimo 8 filhos, entre 1821 e 1833, sabemos que 3 deles se casaram e tiveram descendência, um deles o António Martins (1278), foi viver para o Casal da Boavista, Bombarral, casou a 1ª vez com Antónia do Carmo (2542), é desta pessoa que vem para Campelos o apelido Nunes, usado pela maioria dos que o têm, por estas bandas.
 Da  Maria Martins (8749) (que é possivelmente filha da outra Maria Martins (737) nascida em 1655, mas não temos a confirmação), sabemos que casou com João Rodrigues, viveu e morreu na Quinta do Campelo, e teve pelo menos 3 filhos, entre 1677 e 1686, do qual um casou e teve descendência, o Francisco Esteves (2642), que duas vezes, com  a Antónia Henriques (2643) do Casal da Amieira Grande, e com a Marianna Vieira (160), do Casal do Xantre, ou do Pizão, Ramalhal, viveu na Quinta do Campelo, e teve pelo menos 5 filhos, que casaram e tiveram descendência nestas localidades, são 14 os bisnetos da Maria Martins, nascidos entre 1736 e 1769, que continuaram a descendência.  Não sabemos se uma das suas bisnetas, a Maria Martins (999) adoptou o apelido Martins devido a esta sua descendência se devido à sua mãe a Maria Martins (1007), que era filha de João Martins (5134) que viveu em Toledo, Vimeiro, esta  Maria Martins (1007) casou em 1699, com João Lopes (909), da Amieira Grande (Cabeça Gorda), onde viveu e morreu, teve, pelo menos 4 filhos, só sabemos do casamento e descendência de um, o Joam Lopes (171), que nasceu em 1702, este tem uma filha, em 1749, que se vem a chamar também Maria Martins (999), que casou com António João (998), natural da Lourinhã e que pensamos adoptou o apelido Lopes, estes tiveram pelo menos 4 filhos um dos quais em 1773, mais uma Maria Martins (1001) que casou em 1794, com Joaquim Manuel (645), tiveram pelo menos 5 filhos, entre os quais dois adoptaram o apelido Martins, a Mariana e a Maria Martins (2278), nascida em 1803, e desta descendência não há mais Martins na nossa base de dados.

12 - Barreto

Na Freguesia de Campelos, a grande maioria do apelido Barreto é em conjunto Sousa Barreto, pelo menos na nossa base de dados que incide essencialmente só até 1945.
O conjunto do apelido Sousa Barreto surge dos descendentes provenientes do casamento de  Antonio de Sousa (4836) com Gertrudes Maria (4837), realizado em 1830,  viveram em Vila Nova, Vilar, Cadaval.  O Sousa vem do António, e o Barreto do pai da Gertrudes, António Barreto (6059), nascido em 1818, em Arrabalde, Vilar, filho de Manuel Barreto (6061)
O António de Sousa (4836), é natural de S. Pedro de França, não sei qual a freguesia, do Bispado de Vizeu, a Gertrudes Maria (4837) é natural de Arrabalde, Vilar, mas o seu pai é natural de Martim Joanes, Pero Moniz, Cadaval.
O apelido Sousa Barreto é muito forte, passou de geração em geração, a maioria das vezes, em conjunto, havendo casos, já no Sec. XX, em que mesmo sendo do lado materno foi este apelido que ficou, perdendo-se o apelido do lado paterno.
Dos descendentes do casal António de Sousa e Maria Gertrudes, dos quais conhecemos 4, a linha que vem para Campelos é do filho António de Sousa Barreto (4696), nascido em 1840, que casou e viveu em Casal Moinho, Moita dos Ferreiros, um filho deste casou e viveu na Ribeira de Palheiros, e outro em Campelos, o José de Sousa Barreto (4456), era ferreiro, casou com Maria da Piedade (4457), que era natural do Casal Moinho, Moita dos Ferreiros, tiveram pelo menos 6 filhos, entre 1907 e 1919, dos quais sabemos que 4 casaram e tiveram descendência,  em Campelos.


13 - Junceira:

O apelido Junceira chega a Campelos vindo de Marteleira, embora não tenha a certeza de ser originariamente um apelido.

A Campelos não sabemos quando chega o Manuel António Junceira (3544), sabemos que nasceu em 1851, casou em 1875 com Maria da Piedade (990), e que em 1877 era sapateiro. Tiveram 10 filhos entre 1876 e 1901, dos quais pelo menos 6 casaram e tiveram descendência em Campelos e Casais do Rijo.

O Manuel António Junceira (3544) era filho de Manuel António Junceira (3545), natural da freguesia de Miragaia, Lourinhã e de Maria Teodora (3546) natural do Sr. Jesus de Carvalhal.
A Maria da Piedade (990) era filha de Manuel Lopes (986), e de Ana Maria (968), nasceu em Campelos em 1855, o apelido Lopes da parte do pai, foi abordado anteriormente.
Com pesquisas decorrentes do acesso online aos livros, é possível afirmar que o apelido Junceira deriva do local de nascimento. o Casal Junceira, da freguesia de Miragaia.
O pai do Manuel António Junceira (3544), que tinha o mesmo nome, nasceu no Casal Junceira em 1831, filho de António Bernardo (15803), natural de Miragaia e de Teresa de Jesus (15804), natural do Nadrupe, casados em 1799, foram pais de pelo menos 6 filhos, todos nascidos no Casal Junceira.

14 - Maceira:
Macieira ou Maceira, os dois apelidos misturam-se nas descendências, havendo mais Maceiras que Macieiras, na nossa base de dados.
Há também duas linhas diferentes uma em Campelos e outra em Cabeça Gorda, nesta ultima localidade a origem vem de Marteleira, a de Campelos vem de Maceira, hoje freguesia, mas então pertencente a A dos Cunhados.
A de Campelos tudo indica que o apelido surge pela proveniência da pessoa, pois a primeira pessoa que surge com este apelido e filho de Jose Ferreira (2169) que nascera em Maceira, A dos Cunhados em 1780, em que nenhum dos seus pais tem antecedentes com apelido Maceira, e a maioria dos seus avos também não, casou com Genoveva Maria (1491) em 1803, ela natural de Campelo, Santa Maria, deste casamento sabemos de três filhos, tendo um  ocorrido em criança. O filho que ficou com o apelido Maceira (provavelmente alcunha do pai), foi o Antonio Maceira (2172), nascido em 1804, casou em 1825 com Ludevina Conceiçao (776), natural de Campelos, tiveram 6 filhos, dos quais dois casam e vivem em Campelos.
A família Maceira de Cabeça Gorda também não fica claro ser apelido próprio pois o pai da primeira pessoa a surgir com este apelido não o tem, encontramos o Jose Rodrigues Maceira (24609, filho de Antonio Rodrigues (2461), natural de Marteleira, Miragaia, Lourinha, a casar com Ana de Jesus (1835), natural da Carrasqueira, da mesma freguesia, tem três  filhos , dos quais dois casam e ficando um deles a viver na Cabeça Gorda e dando continuidade a este apelido.


15- Lourenço:

Na nossa base de dados destacam-se três famílias com apelidos Lourenço, em Ribeira de Palheiros, Cabeça Gorda e Campelos, em todas elas o apelido provem de um ascendente com o primeiro nome Lourenço.

Assim para a família da Ribeira de Palheiros os descendentes  provem de Lourenço Ferreira (4190), nascido nesta localidade em 1856, filho de Manuel Ferreira (4182) e de Felicidade Piedade (4181), casou com Andreza da Piedade (também da Ribeira de Palheiros) em 1881, e tiveram sete filhos, entre 1881 e 1896, e pelo menos seis casaram e a maioria continuou a viver na Ribeira de Palheiros.
A família de Cabeça Gorda descende de Lourenço Antonio (2445) nascido na Cabeça Gorda em 1787, filho de Francisco Antonio (2450) e de Joaquina Maria (2451), casou em 1810 com Maria Joana (886), natural de Casais do Rijo, deste casamento nascem seis filhos,  entre 1811 e 1824, destes sabemos que pelo menos tres casaram e viveram nestas proximidades.
Os Lourenço de Campelos descendem de Lourenço Martins (1442), nascido no Amial, Ramalhal, filho de Bartolomeu Martins (394) e de Maria Joaquina (395), família referida anteriormente, nos Martins. Este nosso Lourenço casou em 1854 com Gertrudes Maria (380) natural de Campelos, filha de Joaquim Ferreira (377) e Luiza Maria (381), esta filha de Luiz Manuel (58) e de Luiza Maria (59), ligada pois ao apelido Luis também já referido anteriormente. Da união do Lourenço Martins (1442) com a Gertrudes Maria (380), sabemos que pelo menos nasceram 4 filhos, dos quais 3 casaram e viveram em Campelos, continuando geração.



16 - Machado:
O apelido Machado, que existe na Freguesia de Campelos, no actual conhecimento que temos, descendem, de Francisco Machado (356), que nos surge no Casal do Carneireiro, que talvez quisesse dizer que vendia carne, isto porque mais tarde também era denominado como Casal da Venda do Campelo, e ainda hoje existe a Rua da Fonte da Venda.
O Francisco Machado (356) não sabemos a sua origem, era casado com Maria Thomazia (357), que talvez seja da Ribeira de Palheiros, sabemos que tiveram pelo menos dois filhos a Maria Thomazia (2714) e o Francisco Machado (311), este nasceu no Casal do Carneireiro, casou com Maria Lourença (312), dos Casais do Rijo, viúva de Manuel Henriques, e tiveram pelo menos dois filhos, um deles o Manuel Machado (234) nascido em 1791, casou com Roza Maria (235) dos Casais o Rijo, e tiveram pelo menos 8 filhos, dos quais sabemos de quatro que casaram e tiveram descendência, continuando o apelido Machado pelo filho Antonio Machado (30).
Esta linhagem Machado nada tem a ver com o conhecido Vieira Machado ligado a Ribeira de Palheiros, mas uma vez que nesta área em estudo há muitas ligações com familiares deste, pelo lado materno, e como foi uma grande figura pública de Portugal, deixo algumas notas:
O Francisco Jose Viera Machado (11284) nasceu em Lisboa, em 1898, era filho de Francisco Jose Machado (11283), natural de Lagos e de Isabel Maria Vieira (11282) natural de Sanguinhal, Bombarral, mas o seu pai Joaquim Vieira, era da Ribeira de Palheiros.
O Dr. Vieira Machado, foi um ilustre Banqueiro e Politico. A nível profissional, na banca foi governador do Banco Nacional Ultramarino de 1951 a 1972, e recusou convite para ir para o Banco de Portugal. Ao nível Politico foi deputado 1935 a 1938, Subsecretario de Estado e Ministro das Colónias de 1934 a 1944.
Na Ribeira de Palheiros desenvolveu a agricultura e apoio diversas obras daquela localidade.


17 - Leonardo:
O apelido Leonardo, na área da Freguesia de Campelos, no actual conhecimento que temos, descende de Leonardo Gomes (1508) natural de Peniche e também ele filho de Leonardo Gomes (1509). O 1º casou em Santa Maria, Torres Vedras, em 1812 com Margarida Rosa (1252) nascida em Campelos, em 1789, filha de Faustino Francisco (1245) e Elena Maria (1249).
Esta família Leonardo Gomes e Margarida Rosa, tiveram pelo menos 8 filhos, dos quais sabemos que 3 constituíram família, o Jose Leonardo (1513), o Antonio Leonardo (1516) e o Joaquim Leonardo (1517), estes filhos deram pelo menos 14 netos entre 1852 e 1871, e por ai continuou a descendência dos Leonardos, ate aos dias de hoje.


18 - Faustino:
Na Freguesia de Campelos, no nosso actual conhecimento, há duas linhagens com o apelido Faustino, ambas descendentes de nomes próprios de antepassados, uns descendem de Faustino Francisco (1245), e estes são a maioria, e a mais antiga família com este apelido. O Faustino Francisco (1254) nasceu em 1754, nas Albergarias, filho de Pascoal Francisco (1231) e de  Josepha Maria (1241), casou em 1784 com Elena Maria (1249), que era exposta do Hospital Real, tiveram pelo menos 8 filhos, pelo menos 3 casaram e continuam descendência, um já abordado no apelido Leonardo, outra foi viver para o Ramalhal, e o Manoel Faustino (1254) continua o apelido, por um dos seus 10 filhos, o Manoel Faustino (1392), que nasceu em 1836 e morreu em 1926, também ele teve 10 filhos com Maia Josefa (1401), que era natural do Ramalhal, foram filhos desta ultima família, entre outros: Jose Casemiro  (2060), Augusto Faustino (1402), Jose Faustino (2188), Adelaide da Conceição (1583), Vicente Faustino (1593), Júlio Faustino (1594) e Amaro Faustino (1595), nascidos entre 1867 e 1884.
A outra linhagem descende de Faustino Martins (293), também ele nascido nas Albergarias, em 1803, filho de Sebastião Martins (301) e de Rosa Maria (683) e tinha mais 4 irmãos. O nosso Faustino Martins (293), casou Gertrudes da Piedade(294), em 1831, ela natural de Campelos, nascida em 1815, filha de Luciano da Costa (305) e de Anna Maria (306). O Faustino e a Gertrudes tiveram pelo menos 13 filhos, entre 1833 e 1858, dos quais sabemos que 6 casaram  e ficaram a residir por estes lados, foram eles: Perpetua da Conceição (307), Jose Faustino (308), Francisco Faustino Martins (309), Maria Gertrudes (310), Antonio Martins (292), e Luciano Francisco (709), sabemos de pelo menos 26 netos.

19 - Baptista:
Na nossa base e dados o apelido Baptista é na sua larga maioria descendente de João Baptista (564), sabemos que nasceu em S. Gião (na área da actual Quinta do Bom Sucesso), não sabemos a sua data de nascimento, que deve ter sido entre 1756 e 1762, vemos isso pela data de casamento de seus pais, e a morte de sua mãe. Era filho de Manuel Luiz (546), nascido em S. Gião, e de Marcelina Maria (543), nascida em Pêro Moniz.
O S. Gião foi um Casal onde haveria uma estalagem, ou algo semelhante, por aqui passava a Estrada Real que ligava Lisboa ao Porto, como podemos ler em alguns roteiros da época, esta estrada foi depois substituída pela Nacional 8, dai o desaparecimento deste Casal, assim como o do Rocio. Estes Casais estavam junto a linhas de água, que em dias de muita chuva que não permitiam passar nos rios as pessoas tinham por vezes de pernoitar nestes locais.
Este João Baptista (564) casou em 1789 com Maria Josefa (565), do Casal Torneiro, Moita dos Ferreiros, tiveram pelo menos 8 filhos em S. Gião, Santa Maria, Torres Vedras, dos quais pelo menos 6 constituíram família, uns ficaram a viver no S. Gião outro nas Casal das Quintas, e outro no Casal das Oliveiras. Destes filhos há pelo menos 31 netos, que continuaram nas gerações seguintes a manter o apelido Baptista.
O mesmo João Baptista (564) foi nomeado Juiz de Ventena, em 17 de Junho de 1812, na reunião da Câmara Municipal de Torres Vedras, na acta podemos ler:
“E na mesma Vereação nomearão para Juiz de Ventena dos Campelos e distrito vizinho a João Baptista do Casal de S. Gião, visto que a ventena de Villa Facaia pela sua extensão se fazia preciso dividir-se ficando para a ventena de Villa Facaia e suas vizinhanças o antigo juiz Manuel Pedro, e para o de Campelos e suas vizinhanças o dito João Baptista, para deste modo não ter determento o Real Serviço.”
Juiz de Ventena era a pessoa nomeada pela Câmara para a recolha dos impostos
Encontramos também  outras linhagem Baptista, uma na Ribeira de Palheiros, descendente de José Luis Baptista (7640) que vem do Vimeiro, Lourinhã, já no Sec XX.
E outra na Cabeça Gorda, proveniente de Stº Isidoro, Mafra, descendente de Francisco Baptista (8486), também já no Sec XX.

20 - Félix:
O apelido Félix surge na minha base dados com 4 origens, mas também em 4 localidades diferentes, podendo actualmente haver já algumas misturas, pois como já dissemos anteriormente o levantamento foi exaustivo só até 1945, ano da criação da freguesia de Campelos.
Em Campelos, onde há mais pessoas com o apelido Félix, são descendentes de Joaquim Félix (2124), que deve ter nascido no Casal das Albergarias de Baixo, onde nasceram os irmãos, e, em princípio no ano de 1845, pois no casamento diz 28 anos. É filho de Feliz Agostinho (2266), natural da Póvoa, A dos Cunhados, e de Joaquina Roza (2255), 2º casamento desta, natural de Nadrupe. Percebe-se pois que o apelido Félix deriva do primeiro nome de seu pai Feliz.
Este Joaquim Félix (2124), casou em 1873, com Gertrudes da Conceição (355), nascida em Campelos, em 1839, filha de Manuel Luciano (326) e de Maria Gertrudes (349), esta Maria Gertrudes é do Casal da Amieira da Cabeça Gorda, família dos Lopes, apelido já anteriormente descrito. Este casal Joaquim Félix e Gertrudes Conceição tiveram pelo menos cinco filhos, entre 1871 e 1879, dos quais sabemos de dois que se casaram  o Luiz Félix  (4706) e a Joaquina de Jesus (2538), tendo nascido 9 netos, pelo menos cinco com apelido Félix.
Em Casais do Rijo ou das Campainhas, alguns dos Félix descem de Jacinto Félix (5317), que vivia na Marteleira, o seu filho Manuel Jacinto Félix  (5316) casou em 1920 com Luiza Maria Martins (4933), natural dos Casais do Rijo, filha de Antonio Martins (2117) e de Maria da Piedade Conceição (1789), o casal Félix teve pelo menos cinco filhos entre 1924 e 1937.
Em Cabeça Gorda alguns apelidos Félix provém de António Félix (4120) , o seu filho Francisco Félix (4119), nasceu em Pragança, Lourinhã, em 1867, e casou com Maria Gertrudes(3290) natural do Casal do Grilo, filha de Antonio Antunes (649) e de Gertrudes da Piedade (3140), no Casal do Grilo o Francisco e a Maria Gertrudes tiveram pelo menos 5 filhos, entre 1892 e 1903,  todos casaram, tendo 4 continuado a viver no Casal do Grilo e um em Vila Facaia, sabemos de pelo menos 20 netos.
Na Ribeira de Palheiros há Félix descendentes de Francisco Félix (4791), natural de Ventosa, Lourinhã, filho de Félix Alexandre (4792), casou em 1918 com Antónia da Piedade (4790), natural da Ribeira de Palheiros, nascida em 1896, filha de Francisco Caseiro ( 3408) e de Gertrudes da Piedade (3407). Também aqui o apelido deriva dum nome próprio, o de seu pai Félix Alexandre.
O casal Francisco Félix e a Antónia, tiveram pelo menos cinco filhos, na Ribeira, entre 1919 e 1938.


21 - Matias:
O apelido Matias, é um dos mais comuns no lugar de Cabeça Gorda, pertencente actualmente às Freguesias de Campelos e da Marteleira.
Na nossa base de dados os Matias de Cabeça Gorda,  e, como é normal já em outras localidades, são descendentes de Manuel Francisco Matias (2480) natural de Vale de Lobos, Miragaia, hoje freguesia de Marteleira, e parece-nos que o apelido Matias talvez não fosse inicialmente apelido, mas é uma dúvida que a continuação da pesquisa pode ajudar a desvendar.
Voltando ao nosso Manuel Francisco Matias (2480), casado com Maria Joanna (2481), tiveram pelo menos 3 filhos, o Manuel Francisco Mathias (3039); o Francisco Mathias (2475), e o Joaquim Francisco (2483), estes dois últimos casaram e viveram na Carrasqueira.
O  Joaquim Francisco (2483) casou em 1838 com Maria da Conceição (3040), natural de Marteleira, e tiveram pelo menos 10 filhos, entre os quais dois rapazes gémeos que também continuaram descendência. Dos 10 filhos pelo menos 6 ficaram a viver nas proximidades e sabemos de pelo menos 49 netos.
Francisco Matias (2475) casou em 1845 com Joanna Maria (2449), natural de Cabeça Gorda, tiveram pelo menos 5 filhos, três dos quais sabemos que se casaram e viveram nas proximidades, e sabemos de pelo menos 22 netos.
Na base de dados há 930 pessoas descendentes e esposas, do Manuel Francisco Matias (2480)
Há uma família que é excepção a esta, e que provem de Vila Facaia, filhos de Matias Vicente (1578) viveram em Campelos, mas parece-me que actualmente não tem aqui descendentes a viver.


22 - Amaro:
Há na nossa base de dados duas linhagens com o apelido Amaro, uma em Campelos, e outra em Cabeça Gorda.
A de Campelos tem mais descendência conhecida, provém de José Amaro (28), cuja origem do apelido é para nós uma incógnita, pois nos ascendentes conhecidos não há ninguém com este apelido. Nasce em 1818, no Casal da Cleregueira, Bombarral, filho de Custódio Nunes (127), do casal do Rosario, Bombarral  e de Maria Ignacia (128), do casal Vale Cuvas, Pêro Moniz, Cadaval. Porque em 1808 há um baptismo de uma criança deixada à porta deste casal, a quem foi dado o nome de José fica-nos esta dúvida se será este o José Amaro (28), mas no casamento deste e nos Baptismos dos filhos ele está sempre como filho do Custódio Nunes, mas também podia ter sido perfilhado, fica pois a dúvida, pois os seus irmãos mantiveram o apelido Nunes, cujo apelido já abordámos antes, e são familiares directos.
O Custódio Nunes, pai deste nosso José Amaro (28) é irmão do Aniceto Nunes (9088) que dá origem à maioria dos Nunes de Campelos, ou seja Nunes e Amaros, inicialmente eram primos direitos. Sendo assim ainda hoje parentes, embora mais distantes.
Mas voltemos ao nosso José Amaro (28), casou em 1836 com Maria Clementina (29) nascida em Campelos, filha de Manuel Monteiro (129) e de Joanna Maria (130), tiveram pelo menos 10 filhos, em Campelos, entre 1839 e 1858, e conhecem-se 21 netos, todos nascidos no Casal Vale Pereiro, Campelos.
A outra linhagem, predominante na Cabeça Gorda, o apelido tem origem num nome próprio, o de Amaro José Henriques (2200), natural de Pragança, Lourinhã, Casou com Maria Martins (2278) nascida em 1803 na Cabeça Gorda, cuja mãe também Maria Martins (1001) nascera na Amieira Grande, da família dos Lopes.
O casal Amaro José Henriques e  a Maria Martins tiveram pelo menos 7 filhos, na Cabeça Gorda entre 1830 e 1844, e conhecem-se 28 netos, nascidos na Cabeça Gorda e na Carrasqueira. 

23 - Vicente:
Este apelido, na freguesia de Campelos, tem pelo menos 3 origens, dois são de nomes próprios, vêm de Vicente Ribeiro (2153) e de Vicente Faustino (1593), estes predominam em Campelos, o outro vem de Jacinto Vicente (8340), e existe mais na Cabeça Gorda e suas proximidades.
Vamos então ver cada um deles, começando pelo Vicente Ribeiro (2153), que é também o que vem mais de trás, este nosso antepassado é contemporâneo das invasões francesas, vivia em Vila Facaia, casou duas vezes, e deve ter morrido novo, pois foi pai em 1810, e morreu em 1815. Um dos seus filhos, o Manuel Vicente (1580) casou 3 vezes, duas das quais com esposas dos Casais do Rijo, tendo vivido sempre em Vila Facaia, mas,  vem dai depois a ligação de alguns descendentes com a nossa freguesia de Campelos, principalmente dos seus netos Joaquim Vicente (5202) e João Vicente (4279), ambos nascidos em Vila Facaia, respectivamente em 1872 e 1881. O João casou com a Maria da Conceição, dos Casais do Rijo, e o Joaquim que viveu com Maria Romana (5203).
O Vicente Faustino (1593), nasceu em 1880, filho de Manuel Faustino (1392) e de Maria Josefa (1401) dá origem ao apelido Vicente, com continuidade pelo lado varonil, nos seus filhos António, José, Manuel, e Vicente, este último por ter o mesmo nome que o pai teve que acrescentar “Junior”.
Na Cabeça Gorda e Carrasqueira o apelido Vicente provém de Florêncio  Vicente (11537) temos pouca informação, sabemos somente de netos que ficaram com o apelido Vicente, e que terão nascido em finais do Sec XIX ou no inicio do Sec. XX.
Na Ribeira de Palheiros encontramos o Manuel Vicente (5353), nascido em 1915, filho de Francisco Jose Caseiro (3408) e de Gertrudes da Piedade (3407), não encontrámos nos seus ascendentes mais próximos o apelido Vicente, mas foi transmitido a filhos.

24 - Carreira: 

Sabemos que o Antonio Carreira (2007), primeiro Carreira que surge na nossa base de dados, vivia na Quinta do Bom Sucesso, quando em 1903 se casou com Emília Gertrudes (467), era nascido em 1873, na freguesia de Atouguia da Baleia, filho de Manuel Carreira (2009) e Perpétua Maria (2010).
A Emilia Gertrudes (467) nascera em 1877, em Campelos, filha de Antonio Antunes (20) e de Gertrudes Emilia (21), e do seu casamento com o António Carreira (2007) nasceram pelo menos 8 filhos, entre 1905 e 1920, dos quais sabemos do casamento de 4, que habitaram em Campelos, Casais dos Carvalhos e Cabeça Gorda, conhecendo-se 21 netos. 

25 - Diogo:
Na nossa base dados, de Campelos e terras vizinhas o apelido Diogo tem a sua origem do lado materno, é já no Sec. XX, com o casamento de Gertrudes de Jesus (4407), nascida em Campelos, filha de Manuel Rodrigues (Pissarra) (3669) e de Maria do Rosario (1022).
O casamento foi em 1919, com Manuel Nunes Diogo (4438), nascido em Monte Redondo, Torres Vedras, filho de Sebastião Nunes (4439) e de Eugenia de Jesus (4440), era esta que tinha o apelido Diogo, pois era filha de Francisco Diogo (11316), e de Maria Genoveva (11317).
Do casamento do Manuel Nunes Diogo (4438) com a Gertrudes de Jesus (4407), sabemos do nascimento de 10 filhos, entre 1919 e 1946, todos em Campelos, dos quais conhecemos o casamento de três, que tiveram, pelo menos cinco netos, nascidos em Campelos, Casal das Quintas e Vale da Tábua, mas é muito provável que sejam mais, pois a nossa pesquisa incidiu até 1945, data da criação da freguesia de Campelos.
Concluindo o apelido Diogo, em Campelos, tem a sua origem em Monte Redondo, Torres Vedras, a referida Eugenia era filha do Francisco Diogo, e neta de José Diogo, todos de Monte Redondo. 

26 - Calixto:

O apelido Calixto, na área em estudo, é descendente de Calixto dos Santos ( 2039), que casou, com 25 anos,  em Abril de 1897 com Maria Jesuina (1547), nascida 1875, em Campellos, filha de José Martins (449) e de Jesuina de Jesus ( 354),
O Calixto dos Santos (2039) terá nascido em 1872, pois no casamento tinha 25 anos, era exposto da antiga roda da vila de Torres Vedras.
 Expostos eram recém nascidos abandonados, deixados numa roda, existentes em conventos e em Santas Casa da Misericórdia, normalmente ilegítimos, filhos de mães solteiras, ou de senhoras que não queriam que se soubesse desses filhos, que ficavam assim com filiação desconhecida, não se sabendo pois quem eram os pais. Quem deixava as crianças do lado de fora da roda ou de um cilindro, tocava a uma sineta, para que alguém do outro lado recolhesse a criança.
Do casamento deste nosso Calixto com a Maria Jesuina nasceram pelo menos 9 filhos, entre 1896 e 1920, o José Calixto (2756); a Maria da Piedade (2065); Isabelina Maria (2076); Joaquim Calixto (2064); Maximino Calixto (2071); Felicidade Maria (2937); Maria Isabel (2042); Carlos Santos (2040) e Jesuina de Jesus Santos (2041), dos quais sabemos de seis que se casaram, e conhecemos 22 netos, mas serão provavelmente mais, pois o nosso estudo incidiu até 1945, data da criação da freguesia de Campelos.
Numa outra família há também o apelido Calixto, penso que não é usual ser o último do nome, e são poucos, falamos dos descendentes de Calixto Zeferino (2771)  há ligação familiar pelo lado materno, pois a mãe do Calixto Zeferino é irmã da Maria Jesuina (1547), a Adelaide de Jesus (495), que casou com o Zeferino dos Santos (2770), e talvez esteja aqui a ligação dos apelidos Calixto pois este Calixto dos Santos deve ter dado origem ao nome do sobrinho Calixto Zeferino.
Muitos dos expostos ficam com o apelido Santos, neste caso houve dois filhos, o Carlos e a Jesuina, esta última morreu em criança, e do Carlos não temos descendência.





27 - Zeferino:

O apelido Zeferino descende de Zeferino dos Santos (2770), nascido por volta de 1863, pois no casamento tinha 29 anos, sabemos que era exposto da roda da Santa casa da Misericórdia de Lisboa.
Expostos eram recém nascidos abandonados, deixados numa roda, existentes em conventos e em Santas Casa da Misericórdia, normalmente ilegítimos, filhos de mães solteiras, ou de senhoras que não queriam que se soubesse desses filhos, que ficavam assim com filiação desconhecida, não se sabendo pois quem eram os pais. Quem deixava as crianças do lado de fora da roda ou de um cilindro, tocava a uma sineta, para que alguém do outro lado recolhesse a criança.
O Zeferino dos Santos (2770) casou na Igreja de Santa Maria do castelo, de Torres Vedras em Janeiro de 1892, com Adelaide Jesus (495), que nascera em Campellos, em 1865, filha de José Martins (449) e de Jesuina de Jesus (354), era irmã da Maria Jesuina (1547), que casou com o Calixto dos Santos (2039), e talvez esteja aqui a origem de um dos filhos deste casal se ter chamado Calixto Zeferino (2771). Este nosso casal do Zeferino e da Adelaide residiram no Casal do Carregado, tiveram oito filhos, entre 1891 e 1907, o Calixto, já referido; Policarpa (2735); Laureano dos Santos (2788); Maria da Boa Hora (2809); Policarpa de Jesus (2810); António Santos (2879); José dos Santos (2868); e Beatriz Adelaide (2903), sabemos de sete que se casaram e continuaram descendência, conhecendo-se 35 netos, mas é quase certo que não estão todos, pois terminámos as pesquisas em 1945.  
Há pois ligação pelo lado materno, entre as duas famílias que em Campelos usam o apelido Calixto, e coincidem também na origem nas rodas dos expostos, embora de locais diferentes.  
Muitos dos expostos ficam com o apelido Santos, neste caso houve três filhos, o Laureano, o António, e o José, todos casaram e tiveram descendência que manteve o apelido Santos. 


28 - Bento 
Nas localidades em estudo, que lembramos são a área da Freguesia de Campelos, do Concelho de Torres Vedras e outras próximas da freguesia, e no período até 1945, o apelido Bento tem esmagadoramente duas origens.
Um dos ramos “Bento”, vem da Ponte do Rol, descendências de José Bento júnior (6291) filho de José Bento de Abreu (6292) e de Maria da Conceição (6293), que casou com Deolinda da Conceição (4128), que nascera em  1895, na Carrasqueira, Freguesia de Miragaia, Lourinhã, filha de Manuel Gabriel (3287) e de Lucinda Rosa (1083).
Não sabemos a data do casamento, pois terá possivelmente sido em data inferior a 100 anos, e como tal estes registos ainda não estão públicos, mas temos conhecimento que este casal José Bento Junior (6291) e Deolinda da Conceição (4128) tiveram pelo menos 8 filhos, nascidos na Carrasqueira entre 1914 e 1930, o Jorge Bento (6294), Sebastião Bento (1916), Francisco Bento (6429), Manuel (6548), Maria da Piedade Bento (6668), Joaquim Bento (6767), Maria da Conceição Bento (7041), e o José (7126)
O Outro ramo com apelido “Bento”, vem do Vilar, mas com origem em Vila Verde dos Francos, são descendentes de Vicente Bento (4485), nascido nesta última freguesia do concelho de Alenquer, casado com Leonor da Luz Nobre ( 4486), do Vilar, Cadaval.
Há pelo menos 3 filhos deste casal que vêm viver para estes lados, um casa em Campelos, outro na Ribeira de Palheiros e outro em Cabeça Gorda, são eles respectivamente:
1 - Pedro Bento (4484), que casou com Maria Justina (3237), nascida em 1903, em Campelos filha de José Martins Nunes (2567) e de Justina Rosa (2568), dos quais há pelo menos 6 filhos, nascidos em Campelos entre 1924 e 1939, com os nomes:  Leonor, Hortense, Maria dos Prazeres, Lúcia, Rosalina, e Lucinda.
2 – José Bento (6614), que casou em 1922 com Maria da Piedade Silva, (5942) nascida em 1901, na Ribeira de Palheiros, filha de  Custodio da Silva (4900) e de Luiza da Piedade (3430), deste casal  sabemos de 5 filhos nascidos entre 1923 e 1938, com os nomes: Cristina da Piedade, Joaquim, Custodio, Amadeu, e José.
3 – Alfredo Bento (6830), casou em 1929 com Maria da Piedade (6831), nascida em 1905, na Cabeça Gorda, filha de José Luis Ferreira (4130) e de Josefa da Piedade (4129), não se conhece descendência deste casal.

29 - Xavier:
O apelido Xavier, surge sobretudo nos Casais das Campainhas, continuando a pesquisa será decerto possível recuar mais, mas como demora a estar disponível na net mais livros da paróquia de Miragaia, a informação que temos mais antiga deste apelido é de António Xavier (1202) que terá nascido na Ribeira de Palheiros em 1792, pois faleceu em 1871, na mesma localidade com 79 anos. Casou com Domingas Maria (1203), e tiveram pelo menos 3 filhos o Francisco Xavier (12153), o José Xavier (1201) e o António Xavier Júnior (2384), dos quais pelo menos 2 casaram e tiveram descendência, um na Ribeira de Palheiros e outro nos Casais das Campainhas.
Com os restantes livros online, no sitio da DG Arquivos/ANTT, foi possível recuar mais um pouco nas pesquisas, encontramos o pai do António Xavier (1202), que é Francisco Xavier (5926), nascido na Ribeira de Palheiros, em 1770, e teve mais dois irmãos com esse apelido, mas que se conheça só tiveram descendência de filhas, pelo que perderam o apelido Xavier. O mais estranho é este Francisco Xavier ser filho de Manuel Machado (9857) e de  Barbara Maria (9858), e não encontrarmos nos seus ascendentes ninguém com o nome ou apelido Xavier.

O José Xavier (1201) casou com Joaquina da Conceição (1185), tendo sido pais de pelo menos 9 filhos que nasceram entre 1859 e 1880, nos Casais das Campainhas,  a Maria Joaquina (1204), o Manuel  Xavier (3324), o Francisco Xavier (1205), a Gertrudes da Piedade (1206), o Antonio Xavier (1207), a Joaquina da Conceição (3365), o José Xavier (3437), a Mariana da Piedade (3574), e Justiniana da Conceição (3739) dos quais pelo menos 8 casaram e tiveram descendência.
O António Xavier Júnior (2384) casou com Mariana da Conceição (868), dos quais conhecemos 5 filhos, nascidos entre 1864 e 1874, na Ribeira de Palheiros, o António (2385), a Maria da Conceição (3940), a Josefa da Piedade (4129), a Delfina do Rosário (2571), e a Luiza da Piedade (3430), dos quais pelo menos 4 casaram e tiveram descendência, mas na nossa base de dados, nenhum tem o apelido Xavier, o que é normal, uma vez que nesta época já era normal ficarem os apelidos do lado paterno

30 -Santos:
um apelido com muitas origens nos Enjeitados ou Expostos
O abandono de crianças em locais públicos, ou à porta de famílias com mais condições económicas, praticava-se em Portugal e noutros países, será, em principio a prática mais antiga e que prevaleceu mesmo depois de haver instituições com locais próprios para receber crianças abandonadas.
Nos concelhos de Torres Vedras e da Lourinhã começam a surgir baptismos de crianças enjeitadas durante o século XVII, poucos neste século, mas como em todo o País, vai aumentando até meados do século XIX.
Pina Manique, relembra em 1783, que cabe às Câmaras criarem condições e assumirem o encargo com as crianças enjeitadas, ordenando a criação de Rodas dos Expostos em todas as Vilas.
 A Roda era um cilindro giratório de madeira, eixo vertical, dividido ao meio, e aberto dos dois lados, ou com portas para o abrir, inserida numa parede da Casa, com acesso externo. O mais semelhante hoje existente são as portas rotativas em portas de hotéis, ou outros estabelecimentos.
As Rodas estavam em casas preparadas para receber as crianças, sempre com uma mulher, conhecida por Rodeira, preparada para receber e cuidar do bébé, depositando-a na Roda, tocava-se a sineta e do outro lado vinham recolhe-la, mantendo-se o total anonimato.
Cada Casa da Roda tinha os seus procedimentos, e regulamentos, que definiam o seu funcionamento.
Para muitos pais a entrega dos filhos na Roda não era um abandono, mas uma entrega temporária, assim o escreviam nos escritos que acompanhavam as crianças, mas devido à mortalidade e à continuidade das dificuldades de vida esse desejo fica muitas vezes por realizar.
            Para o Oeste vieram milhares de crianças expostas na Roda de Lisboa, para serem criadas por amas desta região, muitos por aqui continuaram a viver, casaram, constituíram família e deixaram descendentes.
            A casa da Roda de Torres Vedras começou a funcionar em 1788, junto à Igreja de Santiago.
            No livro “Os Expostos da Roda de Lisboa, Percursos de vida na Lourinhã e em Torres Vedras”, descrevemos o que sabemos da vida dos seguintes expostos com o apelido Santos, com muita descendência na freguesia de Campelos e terras próximas:

Carlos Santos
Dagoberto dos Santos
Daniel dos Santos
Fabrício dos Santos
Félix dos Santos
Leopoldo dos Santos
Lucas dos Santos
Zeferino dos Santos


31 - Andrade


Na área da freguesia de Campelos predomina um dos dois ramos do apelido Andrade,  que nos chegaram até 1945, data em que tentámos efectuar o levantamento de todos os registos paroquiais.

o ramo com menos pessoas, que residiram por Casais do Rijo e Campelos, em que os últimos que temos na nossa base de dados são: Manuel Andrade (262), José Andrade (785), e Luís Andrade (465), nascidos em Campelos entre 1817 e 1830, só temos um descendente que manteve o apelido, que foi residir para Vila Facaia. Estes eram descendentes de uma família que veio do concelho de Guimarães e se fixou na Marteleira, por volta de 1715, o Rosendo de Andrade, casou com Mariana Henriques, desta última localidade, e foram pais de pelo menos 11 filhos.

Com maior representatividade estão os Andrade moradores em Casalinho das Oliveiras, são descendentes de Lúcio Ferreira de Andrade, natural de S. Bartolomeu, Lourinhã, que casou em 5/11/873 com Perpétua Maria (870), natural dos Casalinhos das Oliveiras, ambos viúvos, onde ficaram a residir, e foram pais de pelo menos 3 filhos, entre 1874 e 1882, Manuel Lúcio (2141), António Lúcio (2142), e Severino Lúcio (2143).

Só os filhos de Severino Lúcio recuperaram o apelido Andrade, os filhos dos seus irmãos mantiveram o apelido Lúcio,
Assim grande parte das pessoas desta localidade com um destes apelidos são descendentes da mesma pessoa, o Lúcio Ferreira de Andrade (2135).
Este Lúcio nasceu como vimos em S. Bartolomeu, em Março de 1823, filho de outro Lúcio Ferreira de Andrade (2136), nascido na mesma terra em 1787, e de Mariana da Conceição, natural da Bufarda, É neto de António de Andrade Madeira, natural de S. Bartolomeu, e de Maria da Encarnação de S. José, natural da Encarnação, Mafra. É bisneto de Filipe de Andrade Madeira, natural da Vila de Óbidos, e de D. Maria Joaquina Rosa, natural do Toxofal de Baixo, Lourinhã.
Na nossa base de dados temos 133 pessoas descendentes do Lúcio Andrade que veio para os Casalinhos de Oliveiras.


16 comentários:

  1. gostava de ter informacao da familia henrique do casal troneiro da moita dos ferreiros o meu avo era senhor henrique manuel sua mae era rosa da conceicao henriques seu pai era henrique carvalho do casal troneiro da moita dos ferreiros gostava de saber como foi a mudanca de apelido.
    ogrigado

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    1. meu avo henrique manuel era 22/3/1910 de moita dos ferreiros sua mae era do casal troneiro rosa da conceicao henriques seu pai antonio jose manuel de moita dos ferreiros mas nao tinha irmaos gostava de saber sua origen muito obrigado

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  2. jose manuel casou com rosa da conceicao henriques en moita dos ferreiros gostava de saber a origen da familia de jose manuel se era da moita dos ferreiros sua espossa era do casal troneiro da familia henriques

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  3. é pouco provável que tenha informação sobre essas pessoas, embora tenha alguma pesquisa da Paróquia da Moita dos Ferreiros, a minha pesquisa incide mais na de Miragaia. No entanto não é possível ver só com os dados que enviou, pois nomes iguais há muitos, é preciso acrescentar datas, nem que sejam aproximadas, se eu soubesse a sua idade poderia calcular alguma data aproximada. tem de ter datas, e ir recuando de geração em geração. Há parte dos livros da Moita dos Ferreiros que podem ser consultadas pela net.

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  4. meu avo henrique manuel narceu en moita dos ferreiros en 22.03.1910 sua mae rosa da conceicao henriques do casal troneiro nao sei a data seu pai era henriques carvalho do casal troneiro ,o pai do meu avo era antonio jose manuel da moita dos ferreirosmas como nao tinha irmao gostava de saber de onde vinha asua origen muito obrigado

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  5. Olá
    hoje, e provavelmente no fim de semana, não consigo aceder ao arquivo distrital de Lisboa, para poder ver qual o último livro de registos paroquias, da Moita dos Ferreiros, ms penso ser de 1905, o que não permitirá procurar o registo de baptismo/nascimento de seu avô (lembro que o registo civil é posterior a 1910).
    Penso que o melhor será pedir uma certidão de nascimento de seu avô ao registo civil da Lourinhã, pode fazer o pedido online, pelo portal do cidadão.

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  6. boas trades tive a fazer uma pesquisa na net onde o casal troneiro da moita dos ferreiros foi povoado pela familia henriques por volta 1870 um senhor de nome jose henrique que casou com rosa da conceicao tiverao pelo menos 8 filhos a minha visavo era rosa da conceicao henrique do casal troneiro seu filho henrique manuel era meu avo da moita dos ferreiros eu penso que e a mesma familia mas gostava de saber a origen de jose henrique que rea o meu 3 avo muito obrigsdo

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. do Casal Torneiro, numa pesquisa rápida só encontrei 2, no 1º livro de casamentos, nas paginas digitais nº 41 e 61.

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  8. Olá, eu não tenho essa recolha realizada, poderá ver até onde poderá pesquisar na net, senão só na Torre do Tombo, mas tente pelo seguinte link: http://digitarq.adlsb.dgarq.gov.pt/details?id=3644550

    já é da paróquia de Moita dos Ferreiros, e pelo menos os livros de casamentos dessa data estão disponiveis, ams os de baptismo só os mais recentes.
    clica nos registos de casamento, depois no C1, que é o livro de casamentos 1, e depois na imagem que aparece no lado direito, e pode começar a ler o livro, e pesquisar.
    boas pesquisas

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  9. Boa tarde,
    este site apresentou a informação mais antiga que encontrei do apelido Zeferino. Sendo um apelido muito raro, eventualmente poderá existir ligação entre a minha família (Zeferino) e a que refere. O meu avô chamava-se Amaro Zeferino, nascido em Ribamar (Ericeira) por volta de 1899 e o meu visavô chamava-se António Zeferino. Consegue validar se há alguma ligação com a família que refere?
    Obrigado

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    1. Olá
      é praticamente impossível, como pode ver pelo que escrevo sobre o apelido Zeferino, ele é exposto da Roda de Lisboa, quer dizer que foi uma criança abandonada na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, foi em 1863, assim desconhecem-se quem foram os seus pais.
      Antes de lhe responder fui ver se os livros de baptismo da Ericeira Têm acesso online, e têm, mas só até 1894, mas pode haver irmãos do seu avô, e por ai encontrar antepassados seu, ou pelos livros de casamentos, vá pelo link: http://digitarq.adlsb.dgarq.gov.pt
      neste pesquise paroquiais de mafra, encontra Ericeira, e ai os livros, clicando surge os anos e se houver imagem do lado direito é porque estão acessíveis, tendo de procurar folha a folha, pois pelo menos o último de baptismos não tem indice final. è moroso, mas é reconfortante quando encontramos. Boas pesquisas

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  10. Muito obrigado. Vou investigar.

    Aproveito para esclarecer: A minha dúvida vinha no sentido de perceber se nos 35 netos que refere, estaria o meu avô Amaro Zeferino. Mas olhando para as datas percebo que não é possível.
    Aparentando serem famílias independentes, continua a ser um apelido muito raro. Em criança (por volta de 1985) pesquisei nas listas telefónicas (na altura eram 3 ou 4 para cobrir todo o país) e não encontrei um único Zeferino. Quando era jovem fiz várias pesquisas e nunca consegui encontrar outras famílias Zeferino.
    Das várias pessoas com apelido Zeferino que vim a descobrir/averiguar, acabei por perceber que eram todas descendentes do meu bisavô (tanto no Oeste como noutros locais do país). As de Campelos são o primeiro caso que divergem.
    Já agora, caso não saiba, segundo informação recolhida na internet, Zeferino significa "Ventos do Oeste" e já houve um papa com este nome (http://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Zeferino).

    Com repetido agradecimentos e com os melhores cumprimentos,
    Edgar Z.

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    1. Olá, não sei se já encontrou mais informação sobre o seu apelido Zeferino, mas como encontrei na Moita dos Ferreiros o casamento de outro Exposto da Santa Casa, também Zeferino dos Santos, em 1881, ele nascido em 1856, deve ser o seu antepassado, casou com Anastacia Maria.

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  11. Boa noite, a família Sabrosa diz lhe alguma coisa? Não sei precisar de que aldeia são originários. Mas algures entre campelos e vila facaia. Obrigado.
    Ricardo sabrosa

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    1. Não tenho na minha base de dados nenhum Sabrosa, não me lembro se encontrei nas pesquisas daqui desta área alguém com esse apelido. O Fernando Damil, também tem muita pesquisa no Maxial, mas também no Ramalhal, tente ver com ele.

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